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Edilberto Santos
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Edilberto Santos

Edilberto Cleutom dos Santos

Nascido potiguar, à luz da estrela d’alva, em 29 de abril de 1969, trago comigo a marca da ambigüidade. De pais morenos, de pele negra, tenho – por herança de avós – a pele branca, sardenta e os cabelos ruivos. Especialmente minha infância foi dividida entre a capital ensolarada e lambida pelo mar (onde nasci) e o sertão áspero e ardente (terra de meu pai).

Mais estudante que estudioso tive a virtude secreta da curiosidade. Com ela, descobri mais do que aprendi. Quando não descobria, inventava estórias. Arte que aprendi, aos pedaços, de pais, tios e avós. Contadores de casos e acasos – todos a "mais pura verdade" mas sempre "absurdos". Entre a escola pública e as Quintas (bairro de periferia) cresci.

A UFRN deu-me as Letras; e a PUC de São Paulo, a Semiótica. A primeira iniciou-me na arte de ler; a segunda na arte de ver. A somatória de ambas resulta na criação – que é a arte de pensar. Atualmente, resido em Natal, lecionando a disciplina de literatura infantil e juvenil, no ensino fundamental.

Experiência que me permite desenvolver a outra face da criação: a arte de contar estórias. Posso, por isso, dizer-me profissionalmente um "estoriador". No mais sou um amante das palavras e dos nomes, o que me aproxima da poesia.

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