Abaixo apenas do trafico de drogas ilícitas e de armas, o tráfico humano tem sido uma constante em todo o mundo. Estima-se que, anualmente, 200.000 pessoas são vitimas do trafico humano e das quais 92,9% são mulheres para fins sexuais.
Mulheres desprovidas de seus direitos humanos mais básicos como o direto de ir e vir, de escolha e de direito sobre seu próprio corpo e mente. Enganandas diariamente com promessas ilusórias e falsárias de uma vida melhor, com garantia de muito dinheiro, viagens, circulo social elevado e ótimo emprego. Normalmente são meninas de localidades muito pobres, vindas de familias desestruturadas e muito desejo em dar um salto na vida
Com promessas de colocação em vários setores que vão desde a conhecida agência de modelos, turismo, hotelaria, au pair, cursos, casamentos e trabalho doméstico, mulheres com idade entre 11 anos e 35 (sem mencionar as crianças menores, meninas e meninos). Audaciosos chegam montar stands em feiras universitárias, falsas agências de manequim e anúncios na internet.
Surgem como pessoas normais, muito amigos, colegas de escola, namorados, vizinho e até familiares; todos movidos pelo dinheiro que embolsam por aliciamento.
No entanto, após transporem as linhas das fronteiras, são-lhes tomados os passaportes e documentos e espancadas caso não queiram se submeter a até 9 horas diárias de servidão sexual.
Humilhadas, obrigadas a se drogar, ameaçadas de verem suas famílias sofrerem represálias ou saberem de sua condição de prostituição, vivem reprimidas em esconderijos submetidas a torturas psicológicas e físicas.
As vitimas, vigiadas constantemente, não tem a quem recorrer; surradas e obrigas a doar seus corpos por pouquíssimo ou nenhum dinheiro são até mesmo assassinadas e mutiladas com o propósito bizarro de provocar satisfação sexual ao criminoso.
Das nações com maior numero de vítimas, seis são do leste europeu (Rússia, Ucrânia, Romênia, Albânia e Bielorússia), três da Ásia (China, Mianmar eTailândia) uma da África ( Nigéria).
Já os destinos são os países “mais desenvolvidos” e segundo o UNODC, Alemanha, Itália, Holanda, Grécia, Bélgica, Turquia, Japão, Índia e Estados Unidos são os “consumidores” em potencial. O lucro para os escravistas gira em torno de 30 mil por vitima e, em um ano o proveito geral chega a torno de nove bilhões.
A sociedade pode e deve contribuir, pois é a principal arma de combate contra o tráfico humano, mantendo-se alerta a movimentos suspeitos, denunciando qualquer circulação que cause desconfiança ou pessoas que, de qualquer forma levantem dúvidas.