Eram nove horas e quarenta e cinco minutos em Nova York, oito e quarenta e cinco no Brasil. Não havia nada de importante naquele dia nem no Brasil nem nos States. Na minha casa eu ia dormir e esperar os Simpson começar. Fui acordado subitamente por meu irmão atônito que dizia que um avião tinha batido num prédio nos Estados Unidos, eu, com ou sem o espírito jornalístico, pulei da cama e preguei os olhos na TV. Exclamava a mim mesmo a todo instante; isso só deve ser mais uma sacanagem desses loucos americanos, um estudante maluco deve ter roubado um avião e quer matar seus professores, como sempre acontece. Não era.
Assistia ao vivo a agonia das pessoas jogando dos prédios janela abaixo, bombeiros tinham feições de seres de outros planetas, câmeras de TV davam imagens cada vez mais perplexas e em todos os ângulos.
Não lembro quem era o repórter da Globo naquele fatídico dia, mas ele parecia maluco com tantas informações que chegavam: um novo avião seqüestrado, o espaço área americano estava sendo fechado, havia notícias que qualquer aeronave que sobrevoasse o espaço aéreo seria abatida, o pentágono não dava respostas, tudo era muito convulso. Informações desencontradas chegavam a todo instante e cada vez mais aterrorizadoras. Então, quando o segundo avião despontou sobre as nuvens de fumaça que já cobria os céus de Manhattan descobrimos que fora “Alá” o mandante daquele pássaro gigante de fogo.
Outro fator que impressionou até os mais fanáticos dos cinéfilos foi à quantidade de vídeos, fotos, ângulos no momento da colisão dos aviões com as torres. Acredito que só não há registros de dentro do avião, também pudera, né?
Os ataques as Torres foram emblemática por vários motivos, a partir daí os Estados Unidos entraram na briga pra salvar o mundo contra o que eles chamaram de eixo do mal. Deu-se a ofensiva contra o Afeganistão a procura do principal acusado pelos ataques, Bin Laden. E depois, como se não quisessem nada, derrubaram Sadam, também do suposto eixo mal.
O mundo moderno nunca mais foi o mesmo depois daqueles ataques. O desenrolar dos fatos trouxeram crises financeiras, diplomática, étnico-culturais, etc. No fim das contas foram sacrificadas milhares de vidas no atentado e no seu desenrolar. Nunca soubemos que estava com a razão, talvez nunca saibamos, mas como disse uma vez um certo filósofo, que esqueço agora, “Numa guerra não há vencedores, todos perdem”