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A Luz
Para o vácuo fui içado, Um vácuo escuro e negro. E na negra escuridão não senti medo. Apenas calma, calma total. Eu era eu apenas, eu, um indivíduo. Sem corpo, sem nome, Sem sexo, sem família, Sem angustias, sem ambiçõs. Uma luz me veio. Branca-azulada, Viva, brilhante, redonda. E cheia de energia. O seu ventre se contraía E suas contrações expeliam Milhares e milhares de raios finos Que penetravam em mim E deixavam que eu sentisse A força da sua energia E as suas palavras Que eram uma infinidade de conhecimentos Que eram tantos, mas tantos E tão profundos Que, mesmo que eu vivesse mil anos, Mais mil anos E mais mil anos, Seriam poucos esses anos Para que eu me lembrsse, Para que eu entendesse E para que eu colocasse Tanto conhecimento profundo. |