Como sempre, nosso país continua a olhar atrasado para o bonde que não pára de andar.
Em vários aspectos vemos que nos falta olha, observar e querer participar das coisas boas que ocorrem no mundo afora, e não sermos os últimos a saber e usar.
No meu caso, vou comentar da grande revolução dos jogos de estratégia de tabuleiro - boardgames - que tem despertado a atenção de educadores, pais, e estudiosos sérios sobre a melhoria no ensino, nas relações interpessoais de nossa geração.
Gasta-se muito pensando em como melhorar e mudar o sistema corrente de ensino-aprendizagem, pois o que vemos é uma forte indústria de marketing que ditam regras e chama milhares de vezes mais à atenção, do que a sala de aula, carteira, livros e um quadro com um professor à frente.
O que fazer para despertar a curiosidade, o interesse, e o desejo de aprender, de questionar o mundo e querer conhecer mais sobre nós e nossa relação inter seres vivos?
São vários estudos, vertentes de idéias e teorias, mas o que vou sugerir é um instrumento que muitas vezes esquecemos que existe e pode ajudar nessa tentativa de salvar a educação, e às pessoas desse sistema que nos aproxima digitalmente, mas nos afasta fisica e emocionalmente. Tou sugerindo a utilização da ferramenta lúdica para esse fim.
Sempre me vem à mente a minha infância quando reuniam meus primo, primas, e vizinhos, todos crianças e brincávamos de amarelinha, de esconde-esconde, de mercadinho, tica, tou no poço. Depois veio a fase dos jogos de tabuleiro, como o Ludo, resta 1, pega-vareta, jogos de carta. Ai aparecerem os jogos mais cerebral, como o dominó, a dama, ou os feitos no caderno da escola, com o batalha naval. E na adolescencia, e na fase já chegando ao adulto, aparecerem os Wargames, o Banco Imobiliária, o Detetive, Interpol.
Todos esses jogos tiveram e ainda tem umas características não muito notadas, mas concretas:
1° - Eles nos fazem sentar à mesa ou em outro lugar, com outras pessoas, nos obrigando de uma forma prazerosa e desafiante a nos comunicar, interagir, trocar idéias antagônicas ou não. E isso nos humaniza, nos faz crescer e nos ensina a conviver, trabalhar em conjunto com outras pessoas.
2º - Esses jogos trabalha nosso intelecto, nossas habilidades de raciocínio, de lógica, de dedução, de interação. Ele nos desafia a vencer as dificuldades apresentadas, simula situações reais, abstraindo os fatos perigosos e nos mostrando as múltiplas possibilidades para resolução dos desafios.
3º - Esses jogos, principalmente os atuais, são extremamente temáticos, históricos, e com mecânicas inovadoras e inteligentes. E sem falar na qualidade gráfica e de material que nos enche os olhos e nos faz gostar mais de apreciar uma partida com nossos amigos e familiares.
Então, o que sugiro é que todos dê uma olhada nesse mundo lúdico, e possa testar, colocando em prática na sala de aula, nos recreios, nos fins de semana com seus filhos, amigos, e parentes. Que possam gastar um pouco de seu tempo interagindo uns com os outros de forma sadia, inteligente e divertida.
Convido a todos a conhecerem os novos Boardgames, e ter mais uma opção de lazer.