Chavez joga com todas as cartas de um baralho marcado para viabilizar um assumido descompasso político de importação desconhecida. O presidente da Venezuela quer que as FARC, grupo que vive do terror, do sequestro, e do tráfico de drogas, sejam aceitas como uma força política legítima na Colômbia. Mais uma vez, Hugo Chávez, demonstra o seu inagável desejo de liderar politicamente a América Latina, independentemente da existência de causas sócio-políticas justificáveis, dos riscos da manutenção do custo de oportunidade social e de um gradual isolamento político para a sua conturbada Venezuela.
Que qualificação e confiança se dá a uma organização de sequestradores e narcotraficantes cujas vítimas são acorrentadas pelo pescoço, obrigadas a marchar no meio do mato e submetidas a cirurgias caseiras com facas de cozinha? As forças armadas revolucionárias da Colômbia(FARC), responsáveis pelas barbaridades citadas acima, cujos detalhes assustadores foram expostos por cartas enviadas por vítimas são corretamente descritas como uma organização de criminosos, que utilizam métodos terroristas.
O debate só existe, na verdade, devido ao apelo feito pelo presidente venezuelano para o "Reconhecimento da Guerrilha colombiana como forças insurgentes". O coronel sustenta que as FARC têm o projeto político legítimo, que ele associa ao seu próprio socialismo bolivariano. Sua proposta recebeu apoio somente de Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, cujo passado inclui a tomada do poder pela força das armas. Ao menos a maioria foi contra, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva classificou como abominável o uso do sequestro como instrumento de luta política. Os colombianos também abominam, 93% da sua população se opõe as FARC.
Desde os anos 70 a ONU tenta definir o terrorismo, mas nunca chegou a uma definição capaz de satisfazer os objetivos levantados por países envolvidos com o mesmo. Teoricamente uma causa justa, como a luta contra a ocupação estrangeira, legitimaria o emprego da violência política. Não é esse o caso das FARC. A Colômbia é uma democracia, e são exatamente eles, os narcocomunistas, que a quererm converter em tirania.
Só criminosos e fanáticos defenderiam tais atrocidades, a intervenção de Chavéz decorre, em parte, da simpatia que o coronel nutre pelos métodos e objetivos da organização. Ele sabe que o narcocomunismos não tem chance de vencer, mas sente-se satisfeito somento pela organização causar problemas ao presidente da Colômbia, Uribe, a quem detesta. Desacredito que essa inclusão afetaria positivamente o país.