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Mídia televisiva: gêneros e formatos
Gênero, de acordo com o dicionário Aurélio, é um conjunto de espécies que apresentam certo número de caracteres comuns convencionalmente estabelecidos. Pode ser também qualquer agrupamento de indivíduos, objetos, fatos, idéias, com caracteres comuns. Assim, para a comunicação, gênero é um tipo de audiovisual que é classificado pelo estilo, forma e proposta. A classificação dos gêneros é significante para colocar limites ou atribuir identidade a um determinado produto televisivo. Entre os gêneros da categoria informação, podem-se citar quatro gêneros, o debate, o documentário, a entrevista e o telejornal. O debate se caracteriza por produções de baixo investimento, o que se constitui em uma alternativa para emissoras com pouco poder financeiro. O debate é um programa sofisticado e tem como característica principal o número de entrevistados e entrevistadores, já que é o número de pessoas que cria o debate. Nesse gênero pode-se debater um único assunto ou vários assuntos, dando um tom de atualidade e variedade. O formato mais freqüente é a mesa-redonda, além disso, nesse gênero é possível apresentar pequenas reportagens, que ilustram o tema ou entrevistas com um convidado especial. Ademais, por se tratar de um gênero que deseja esgotar um determinado assunto, sua duração é entre 30 minutos e até mais de uma hora, ficando a critério da dinâmica de produção e da variedade dos temas. O documentário se constitui numa demonstração da qualidade dos programas jornalísticos. Apresenta uma importância histórica, social, política, cientifica, econômica e aprofundam assuntos do cotidiano. Seus gêneros originaram-se do cinema, com papel informativo e também ideológico. Assim, a seriedade do gênero permaneceu, a fim de levar ao telespectador uma visão do mundo, da realidade de outros países e de outras culturas. Sua proposta é buscar o máximo de informações sobre um tema, por isso sua duração é maior do que as reportagens apresentadas pelos telejornais. E quando há redução da duração não segue a proposta do caráter do documentando, tendo o crédito de grande reportagem, já que o conceito básico de documentário é ter duração suficiente para tentar mostrar todos os ângulos do tema. O documentário pode apresentar muitos formatos dentro do próprio gênero, como videoclipes, entrevistas, debates, narração em off, afim de apresentar as informações colhidas de várias fontes. Ademais, esse gênero passa a ser um formato quando usado por outros gêneros e os gêneros podem ser roteirizados no formato documentário, sem perder as características ou acarretando uma nova classificação do programa em outro gênero. A entrevista está ligada aos programas jornalísticos. Por conta disso, é importante diferenciar a entrevistas do talk show. O talk show permite descontração e intimidade, mobilidade do apresentador pelo cenário e entrevista de pé. Na entrevista o foco é no entrevistado e não há show comandado pelo apresentador, a entrevista permite o convidado e o apresentador ficar sentados durante todo o tempo. Porém os assuntos de política e atualidade freqüentam os dois formatos. Diferente do talk show, o apresentador não tem compromisso de deixar o entrevistado à vontade, podendo questioná-lo sobre fatos polêmicos e chegar à discórdia, o que denota seriedade e compromisso com a verdade. No formato, a produção do programa do gênero entrevista foca no local da realização, no estúdio, locação externa e nas formas de transmissão, ao vivo ou gravado. É importante ressaltar que alguns programas desse gênero são ilustrados por reportagens, que auxiliam a abordagem do assunto. O telejornal é o gênero que permite reunir todos os programas da categoria de informação. Apresenta características próprias e evidentes, com apresentador em estúdio chamando matérias e reportagens sobre os fatos mais recentes. As emissoras classificam de telejornalismo os noticiários informativos, segmentados ou não, em diversos formatos. Para entender o telejornal é preciso compreender a comunicação – fenômeno bidirecional, essencialmente dialógico e a informação – unilateral, indireto e público. Além disso, compreender que o jornalismo é um fenômeno universal que tem múltiplas funções e formatos, pois é entrecortada por múltiplas diretrizes, precisando assim estabelecer comparações, busca de identidades, e indagações de procedências para compreender mais desse gênero. É sabido que o desenvolvimento do telejornalismo no Brasil foi alavancado por patrocinadores multinacionais que fizeram do telejornalismo uma tendência mundial, por conta do prestigio do programa. Sua ampliação foi conquistada por novas fórmulas - inovações, surgindo assim segmentos de programações, ocupando um espaço além dos noticiários. E, graças ao aperfeiçoamento do telejornalismo, sua programação passou a ocupar espaço e visibilidade fundamentais para o conceito de televisão. Assim os direitos do telejornal se fixaram em: informar, educar, servir, interpretar, entreter. No formato, um ou mais apresentadores lêem os textos e apresentam reportagens externas realizadas pelos jornalistas, ao vivo ou gravadas. A transmissão ao vivo dá um tom de atualidade e permite a realização de entrevistas em diversos pontos do mundo. A razão do telejornal se manter em evidência em todas as grades de programação é por conta de sua busca por outros formatos, como debate, entrevista mediada pelos jornalistas, documentário e reportagens especiais, além da identidade e credibilidade. Em suma, a busca pela compreensão desses formatos é importante no que tange à mídia televisiva, já que a programação diária é composta por vários desses gêneros. A partir do momento que se tem uma visão geral e uma definição do formato de cada gênero, tem-se a capacidade de analisar se tal formato que se assiste corresponde à sua definição. Permitindo ao receptor um maior conhecimento do objetivo do programa e se possível sugestões para a elaboração do mesmo, já que o receptor entende a proposta de cada gênero da categoria informação.
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