Alhandra, e uma pequena cidade, localizada na microrregião do litoral sul, uma cidade simples mas muito bonita e acho uma ótima cidade para se viver, não para aqueles que preferem os grandes centros comerciais, mas uma cidade calma que tem a economia local voltada para a agricultura, esta estrategicamente localizada próximo a divisa entre os estados da Paraíba e Pernambuco, muito próxima a Goiana e esta aproximadamente uns 35 km da capital paraibana.
Os alhandrenses são pessoas acolhedoras, alguns a denominam como a princesinha do litoral sul, sua colonização iniciou-se por volta de 1700 na época viviam aqui os índios Arataguis, tribo que pertenceu Felipe Camarão, Neste período chegaram neste local os colonizadores portugueses que se estabeleceram para cultivar a cana de açúcar e foram eles os responsáveis pelo nome, por acharem nossa cidade parecida com uma cidade de Portugal denominada de Alhandra, eles então passaram a chamá-la com o mesmo nome. A primeira igreja local foi construída em 1749 nossa igreja matriz que possui pinturas feitas pelos holandeses que também passaram pela cidade.
Nossa cidade tem acesso rápido a praias do litoral sul( Praia Bela, Tambaba, Carapibus, jacumã, coqueirinho e etc), a cidade de Caaporã facilita sua viagem as parias de Pitimbu e Acaú ou também pode levá-lo a cidade de Goiana em Pernambuco. Bem servida de água temos vários rios onde sua população alem de utilizarem para banhos, pescas também estamos em meio a um processo de distribuição de água para a grande João Pessoa, segundo pesquisas realizada ficou claro que temos 96% de água potável.
Temos aqui uma produção de Acerola, iame, macaxeira, mamão, feijão verde, maracujá e etc, esta produção atende a população local e o excedente são levados para João Pessoa ou mesmo para a CEASA em Recife.
Esta cidade ficou conhecida como a Cidade da Jurema, herança indígena que foi se perpetuando com a participação de alguns mestres filhos da terra segundo Vandezande (1975) estudioso do Catimbó existente no litoral sul paraibano “pesquisa realizada durante os anos 1973 e 1974” afirma que Alhandra/Pb é considerada como o “berço da Jurema”, porque nos arredores desta cidade foi guardada a tradição indígena da Jurema e do Toré.
O ritual era realizado dentro de um quarto da casa do chefe religioso, não ocorrendo ao ar livre como nas tribos indígenas, sendo utilizados como instrumentos o tambor e maracás. Os participantes dançavam ao som de melodias chamadas linhas, compondo uma roda, um atrás do outro, seguindo um ritmo cadenciado, havendo incorporação de entidades, as quais faziam uso de cachimbo e cachaça. Igualmente a Nascimento (1994), Vandezande apontou os torés como sendo identificados, pelos que o praticavam, como “brincadeira” ou “divertimento”.
A cidade sagrada da Jurema é ALHANDRA na Paraíba, entre João Pessoa e Recife. Este é o MARCO ZERO da Jurema no Brasil e também, centro de romarias de milhares de pessoas anualmente. Dentro de Alhandra estão três cidades sagradas conhecidas por Acais, Tapuiú e Estiva. Lá também estão os túmulos de vários mestres famosos no Brasil inteiro. Maria do Acais, Damiana Guimarães e Zezinho do Acais, Mestre José Pilintra, Joana Pé de Chita, Mestra Jardecilia ou Zefa de Tiíno, Mestre Cesário e outros fizeram a fama desta cidade que contém a Jurema de Cangaruçu por todos respeitada neste Brasil. Nenhum mestre da Jurema deve o pode ser tratado como se fosse um Egun ou Exu! Segundo os seguidores Alhandra gurada em todo o seu território 7 cidades sagradas: Jurema, Vajucá, Junça, Angico, Aroeira, Manacá e Catucá.
Hoje em dia existe um numero muito grande de Evangélicos e católicos e sua fama de terra da Jurema na verdade e mais trabalhada fora do que dentro da mesma apesar que ela permanece viva sendo conservada por alguns mestres locais.