Um dia Maria chegou para José e disse: "Estou grávida o anjo Gabriel me disse: "Gerarás pelo Espírito Santo e o seu filho será o homem por excelência."" Mas José não acreditou. O próprio Gabriel lhe dissera que essa mulher tinha os olhos azuis e se vestia com um manto azul, mas ela a Maria não tinha os olhos azuis e nunca teve um manto azul. Além disso, a mulher que o Gabriel lhe mostrou era muito bonita e os seus cabelos eram louros. Quando José a viu foi tomado de amor intenso. Amor em alta potência. Paixão em alta potência. Desejo em alta potência. Tudo em alta potência. Coitado do José quase morreu. E agora Maria vem lhe falar que foi ela quem gerou esse ser? A Maria não tinha os olhos azuis e não era loura. Era sim quase negra de pele, os olhos grandes, redondos e negros. Os cabelos, negros e lisos. Mas quando José estava a olhar Maria, de repente viu que ela era mais linda ainda e dos seus olhos negros saiam faíscas. E que da sua boca saía água como da fonte de um oásis, onde ele, sedento queria beber. E no seu peito tinha metade de um imã. A outra metade estava no dele. E da metade do imã da Maria começou a gravitar átomos numa revolução fantástica. E na metade do seu próprio imã também gravitavam os átomos. E o imã da Maria puxava o imã do José. E José viu, ela era mesmo a Maria do Gabriel. Os olhos azuis e o manto azul era um símbolo sagrado. E ela estava mesmo grávida! E agora, José?