Estão de parabéns todas pessoas que se envolveram e permitiram a possibilidade da existência do Brazilian Day Orlando. Congratulamo-nos com todos aqueles que contribuiram direta ou indiretamente para que esta festa acontecesse. A todos aqueles que se empenharam para expor os seus produtos, para comercializarem os quitutes de nossa cozinha tupiniquim. Parabenizamos a todos os brasileiros que sairam de seus lares para cantar, tocar, animar, marcar a sua presença, prestigiar o evento. Em especial, a todos os órgãos de imprensa que divulgaram e contribuiram positivamente para que este momento pudesse acontecer na comunidade brasileira da Grande Orlando.
Estamos alegres pela resposta positiva que a comunidade deu assumindo a sua brasilidade, o seu direito de ir e vir manifestando que mesmo em terra estrangeira conseguimos preservar as nossas raízes. Preservar a cultura não é ser ignorante, nem ser xiita, mas é saber de onde saiu, onde cresceu e quais são os seus valores. Erros a serem corrigidos há em todas as culturas. Entretanto, o foco não é este. O foco é o positivo, aquilo que se denvolve corretamente. Se cada uma fizer o que tem de ser feito, vamos tapando as brechas para que o indevido não aconteça.
Apesar do tempo, das circunstâncias em que estamos vivendo no atual cenário deste país, o evento conseguiu ser o palco para reunir um bom número de pessoas. Estas pessoas tiveram a oportunidade de manter o contato com outros conterrâneos e com os aspectos da cultura brasileira. Alguma coisa boa foi desfrutada por todos que ali foram. As experiências foram diversas, mas todas as almas grandiosas souberam extrair o melhor do evento.
Foi prazeroso chegar ali visualizando os balões verdes e amarelos, gerando o clima de que ali havia o maior número de brasileiros por metro quadrado na grande região de Orlando, naquele exato momento. Músicas tocadas e cantadas na língua da pátria amada, quer pelo DJ ou pelos músicos e cantores que se apresentaram no palco da área interna.
Pude contemplar o colorido nas vestes com predominância do amarelo que recordava o ouro e, o verde, lembrando as matas do nosso país, mas que com graça falava da ginga brasileira, do nosso jeito de ser gente.
Era relevante olhar as crianças se divertindo com o DJ e as músicas tocadas. Os jovens e os adultos que se aglomeraram em pequenas filas para comer os quitutes da cozinha brasileira (Vatapá, Acarajé, Tapioca, Churrasquinho, etc.). Ouvir as músicas cantadas por Nilson Dizeu, Rebeca Matos e Edilene. Refletir ao som do hino nacional brasileiro cantado acapela por Tatiane Tonalezzi. Viajar ao som do violino mágico tocado por Allyrio Mello. Foi tudo muito bom naquele cenário.
Fiquei pensando no Brazilian Day Orlando em 2010. Na possibilidade de ser num lugar mais central. Numa festa do povo feita pelo povo através dos vários segmentos representativos de nossa comunidade. Almejei uma abertura maor para o diálogo comunitário. Sonhei com um evento de agregação em sua essência, sem distrações do propósito maior. Visualizei um lugar mais central em Orlando que permitisse um acesso mais fácil e rápido. Pensei numa infraestrutura melhor que permitisse mesas e cadeiras, junto aos quiosques, para se comer e bater um bom papo. Pensei num ambiente que integrasse mais as pessoas. Cogitei com os meus botões sobre uma melhor distribuição dos stands que ali estavam divulgando os seus produtos. Pensei, acima de tudo, numa operação arrastão conscientizadora que comece a partir de agora para o próximo ano e que venha proporcionar uma festa mais representativa dos nossos valores e da nossa comunidade. Imaginei uma comunidade de base (Formada pelos cidadãos que vieram construir uma vida ou parte de uma neste país) amadurecida na qual não um líder arregimenta as pessoas, mas em que há muitos líderes com as suas aptidões, habilidades e diversas profissões, convivendo, sonhando, decidindo, fazendo e, que se respeitam mutuamente, acima de tudo. Anelei por esta comunidade solidária! É isto possível? Se é, então vamos fazer uma força conjunta de comunidade brasileira através de seus líderes naturais. Mas, se não é possível, então precisamos rever os nossos conceitos de desenvolvimento humano e se estamos evoluindo ou involuindo no tempo!