|
Banalização do quotidiano político
Passa um, vem dois e já são vários “mensalões” dilapidando as riquesas de nosso Brasil. A escola mineira vem gracejando por várias localidades do território nacional com os seus vícios; não que seja exclusiva ou a iniciante, mas é a que melhor teve aceitação entre os políticos e seus partidos políticos para a captação de recursos públicos por meio de propinas, quer seja para eleições, quer seja para benefícios particulares. Porém, todos espúrios!
A notícia é antiga, vem dos tempos do Brasil Colônia. Com o início da colonização, no tempos das Capitanias Hereditárias, temos notícias graves sobre beneces particulares e apropriação do poder em si por uns poucos apaniguados.
E a história vem se repetindo desde aquela época e, ao chegarmos à república, parece que a apropriação dos recursos públicos ficou mais fácil ou é porque em tempos modernos com democracia, muitos jornais em papel e eletrôncicos, rádios, revistas e etc. Tudo ficou mais exposto e quando surge uma triste notícia desta de mensalões fica mais fácil para expor a escumalha humana que toma conta dos cofres públicos. É como dizer: -colocar a raposa para tomar conta do galinheiro.
Temos mensalão do PT federal, que é aprendiz do mensalão do PSDB mineiro e agora surge com ar frugal o mensalão do DEM brasiliense. A banalização deste fato tomou tal proporção que quando surge uma notícia desagradável como nestes dias, vindo do cerrado federal, quase não sentimos mais o asco da introjeção de tal desfaçatez com todos nós brasileiros.
Os jovens brasilienses estão tentando por todo meio defenestrar o Arruda, mas já está lá instalada na Câmara Distrital o tal pelotão de choque para combater os pedidos de impichiament, como se toda aquela exposição de imagens fosse alguma pegadinha televisa daqueles programas banais que são exibidos Domingo à tarde.
Já não era sem tempo o Senado assumir o seu papel e dar início às discussões e aprovação da lei para o “ficha suja”; que os maus políticos fiquem sem seus direitos eletivos enquanto não sanarem as dúvidas em suas prestações de contas, mesmo que seja uma mentira deslavada.
=+=+=+=+=+=+=+=+=+=
POLÍTICA LITERÁRIA A Manuel Bandeira
O POETA municipal discute com o poeta estadual qual deles é capaz de bater o poeta federal.
Enquanto isso o poeta federal tira ouro do nariz.
Por: Carlos Drummond de Andrade |