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Nathalia Torres

[ Nathalia Torres ]
Estudante de ciências contábeis, promotora de eventos, e bancária.

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Violência contra as mulheres, uma vergonha cultural.

Observa-se hoje um aumento nos casos de violência contra a mulher, no entanto engana-se aquele que crê que esse seja um fenômeno recente, pelo contrário, é antiquissímo e considerado o crime encoberto mais praticado no mundo.

A violência contra as mulheres, seja ela física, psicologica ou moral, nada mas é que uma manifestação da relação de poder históricamente desigual entre homens e mulheres, a raiz de tudo está na maneira como a sociedade apoia a dominação masculina. essa supremacia é expressa principalmente na forma como nossas crianças são educadas, enquando os meninos são incentivados a valorizar a agressividade, a força fisíca, a ação, a dominação, e a satisfazer seus desejos, inclusive os sexuais, são ensinados a reprimir emoções como amor, afeto e amizade, são estimulados a exprimir outros como raiva, e cíumes, enquanto as meninas são valorizadas pela beleza, delicadeza, passividade, sedução, sentimentalismo e submissão. Ou seja os papéis ensinados desde a infancia fazem com que os meninos e as meninas aprendam a lidar com a emoção de maneira diferente, essas diferanças são tão aceitas e disseminadas pela sociedade que acaba representando uma licença para atos violentos de alguns homens, que acreditam que ser cruel é sinonimo de virilidade, força, poder, e status, a violência acaba se tornando para alguns uma forma de se impor como homem.

Estima-se hoje que 1 em cada 6 mulheres sofrem violência doméstica, essas agressões compõem um ciclo que na maioria das vezes torna-se vicioso, repetindo-se ao longo de meses e anos.

Primeiro vem a fase tensa, onde atritos são acumulando-se em seguida da-se a agressão, com a descarga de toda a tensão e magoa a cumulada, logo após a fase de reconciliação em que o agressor pede perdão e promete mudar, ou finje que não houve nada, mas fica mais carinhoso, bonzinho, fazendo a mulher acreditar que o episódio não mas voltará a se repetir, no entanto é comum que o ciclo se repita, com cada vez mais intensidade e intervalo menos entre as fazes, esse ciclo se repete indefinidamente, por uitas vezes até terminar em uma tragédia.

O pior que é que mais da metade das mulheres agredidas sofrem caladas, e não podem ajuda, para elas é dificiu dar um basta naquela situação, muitas sentem vergonha ou dependem financeiramente ou emocionalmente do agressor, outras acham que foi só desta vezou que na realidade são elas as culpadas pela violência, não falam nada por causa dos filhos, por medo de apanhar ainda mais, ou por que não querem prejudicar o agressor que pode ser preso ou condenado socialmente, e ainda tem aquela idéia, &39;ruim com ele, pior sem ele&39;.

A violência contra as mulheres deve ser considerada uma violação aos direitos humanos, além de ser questão política, cultural, e policial, é também um caso de saude publica.

Por isso contra a violência doméstica é além de direito um ever de todos nós, devemos encará-la como ela é, uma afronta a nossos direitos como seres humanos, e como um problema geral que põe um risco não apenas a mulher que sofre a agrassão e sim toda a comunidade em que vivemos, as mulheres que sofrem a violência não devem se acostumar a viver com ela, o silêncio é cumplice da violência, juntos temos que propagar essa conciência, a de que a violência doméstica é prejudicial e vergonhosa para todos nós, devemos dar um basta na impunidade.

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