No mundo atual, o homem sofre violências diversas, de tal forma lhe apresenta. A humanidade pôde ver tantas conquistas científicas, tantas crises morais, tanta esperança no futuro e tão consciente convicção do desastre iminente – superaquecimento global (destruição da natureza). E aí, como vai ficar... por que não tomam logo suas providências? Ou está esperando ver brevemente o fim?
O homem criou muitas máquinas, transformou o mundo, simplificou a vida.
Cito um exemplo de uma máquina tão poderosa e avassaladora: a televisão?! Sim, essa que põe nas pessoas uma maneira de ser, uma falsa ideologia, onde a família sofre mudanças radicais, que com o vício na imagem, limitando o diálogo, aonde essa conduz a um nivelamento de massa.
O homem está indo longe demais, pois os avanços parecem-nos extraordinários quanto desiguais. Se milhões de homens avançaram no campo científico, bilhões de outros estão mais pobres, mais famintos, mais miseráveis.
Aumenta-se dia-a-dia o número de desempregados no nosso país. O homem conquistou as profundezas do mar e elevou a duração média da vida.
A tecnologia insere no homem uma possível conscientização, mas em quantidade excessiva de informações sucintas, tira do homem o desejo introspectivo de analisar, ponderar, concluir, ser sensível, comparar fatos – o homem está sendo coisificado.
Nas grandes cidades, há a luta do homem pela vida, pela sobrevivência, onde há violências diversas contra a vida, como: o aborto, o abandono do menor, a prostituição, a marginalização, a criminalidade, o assalto, o seqüestro, suicídio, etc. Essas “epidemias” nas cidades grandes são consideradas comuns, pois ninguém é capaz de envolver-se com problemas de outros. Todos vivem numa competição infernal, onde seus sentimentos vão se tornando vazios com os valores da sociedade.
Neste mundo agitado, onde não entendemos mais nada diante do nariz, porque tudo é consumo, vai o homem de encontro a uma disputa interminável, onde os novos valores sociais medem o indivíduo pelo seu sucesso. Mas para o homem vencer na vida é preciso competir?! A forma animalesca tornou-se sinônimo de força, de luta, sem trégua, como se essa levasse à felicidade.
Na família que outrora havia todo um respeito entre pais e filhos, hoje se encontra com muitas contradições e dúvidas, pois essa deixou de ter um ponto de diálogo, para transformar num lugar de rápido repouso e recuperação para a nova corrida do dia seguinte.