O casamento é algo serio e deve ser honrado. Não deve ser realizado por uma simples paixão momentânea, porém, deve ser uma união baseada em realidades sólidas, num amor amadurecido. O parceiro deve ser o melhor amigo do outro, alguém que realmente está disposto amar para sempre.
O casamento portanto deve ser entendido como uma “comunidade de ajuda mutua”. Cada um possui a sua parcela de contribuição nesta comunidade.
Quando um casamento vai mau e os parceiros não se entendem, toda família sofre. Quando as famílias estão sob uma má disciplina, todas outras sociedades [estarão] mal disciplinadas. Aqui vemos a necessidade de termos família espiritual e socialmente sadias e equilibradas.
Posso afirmar que a ética no casamento é a moldura para definir uma sociedade. Já dizia um autor, “a família e a célula máter da sociedade”. Famílias dentro de um propósito ético é o aparelho condutor da sociedade. É a micro sociedade gerando a macro sociedade. Em termos éticos sociais pode-se dizer que o casamento consiste na união de um homem e de uma mulher que se amam e se respeitam. É a melhor e a mais sólida estrutura social que Deus estabeleceu com três propósitos, a saber:
a) para que o casal edifique um altar de adoração a Deus, em seu lar;
b) para a felicidade humana;
c) para conservar a raça humana sobre a Terra.
Tendo esse conceito em mente, torna-se claro a concepção de que o casamento faz parte da vontade de Deus, pois foi criado, organizado e estabelecido por ele, pois Deus criou o homem macho e fêmea, e assim os constituiu, física emoralmente, para que mutuamente se adaptassem um ao outro, mutuamente se auxiliassem sob a lei do matrimônio, e não de outra forma. Desta forma, a ética no casamento é que ele não é apenas um contrato civil, mas também um contrato religioso, pois fora instituído por Deus, que legislou em sua Palavra as condições de seu contrato.