Considerada hoje um sério problema de saúde, tal síndrome já não é mais vista como sendo “Frescura”, embora ainda existam pessoas que confundem tal doença com Stress e com o fato de acharem que o doente está querendo chamar atenção.
Estima-se hoje que em média 2% da população sofram disso, variavelmente, é uma doença que atinge adultos, jovens e crianças. A maioria tem sido os adultos. Ela pode ser decorrente de uma crise de ansiedade, pode surgir baseada em algum trauma ou pós-trauma que tenham vivido, cada caso é um caso.
Normalmente quem sofre de pânico, depressão, Stress, encontra-se com déficit de serotonina, ela é um neurotransmissor responsável pelos momentos felizes, pelo nosso relaxamento, pelo sono e Bom Humor, está diretamente ligado ao cérebro e ao sistema nervoso central.
A síndrome do pânico impossibilita de forma direta as pessoas de viverem a vida, de trabalharem, de se sociabilizarem. Seus sintomas se caracterizam da seguinte forma:
• Sudorese.
• Dores no peito
• Falta de Ar
• Medo de morrer
• Tonturas, vômitos
• Calafrios ou ondas de calor
• Formigamento nas mãos
• Palpitações
Normalmente quando a pessoa tem uma crise, procura o hospital, mas nem sempre as pessoas que estão ali se conscientizam da gravidade do problema, nessas horas a melhor coisa que temos a fazer é acalmar a pessoa, geralmente tais crises duram cerca de 10 a 20 minutos, depende da sua intensidade.
O melhor remédio é o diálogo, o apoio da família, além de tratamentos específicos, mais terapias.
A mente não processa a informação corretamente, instalando assim o pânico, tudo dá medo, a rua, os amigos, lugares fechados, elas se fecham, ficam presas dentro de si mesmas. Isso ocorre porque muitas vezes, as pessoas se encontram demasiadamente cansadas, stressadas, ai acabam desencadeando tais sintomas psicossomáticos.
O pânico é uma doença, um momento, o qual tem cura, o qual deve ser olhado, tratado e debatido, quanto mais conversado, melhor trabalhado. Qualquer melhora e cura depende de quem sofre de pânico, é uma limitação a qual tem de ser superada, vencida, encarada.
Normalmente algumas pessoas apesar de não terem mais a doença, vivem com receio de ter novamente, coisa que nem sempre acontece.
A mente humana prega peças, fantasia situações as vezes que não existem, são falsos alertas de perigo. Ter medo é bom e fundamental, pois o medo impede o ser humano de cometer maiores erros, é um meio de proteger a vida. Porém todo medo em excesso faz mal!
Temos de saber discernir o que é real e imaginário.
Alguns fatores ajudam no tratamento e na melhora:
• Fazer o que se gosta sempre.
• Reservar um tempo pra você sozinho. (a)
• Técnicas de respiração e relaxamento, pois a respiração feita pela barriga, quando enche a barriga e solta contraindo tudo, pois ela da sensação de bem estar.
• Esportes, eles liberam serotonina e dão ânimo.
• Terapias em geral.
• Ter uma religião, pois às vezes nem sempre os problemas são apenas de ordem física.
• Falar sempre tudo e sobre tudo.
• Não ter medo de encarar o NOVO.
• Quando surgir crise contar até dez, na medida em que a pessoa conta, tira o foco do problema e passa a pensar em outra coisa.
Coisas simples que fazem a diferença!
Espero que as pessoas possam encarar tais problemas, que são pouco abordados e devido a isso ainda existe certo pré-conceito, sendo que só quem vive isso, quem já viveu, quem estudou, quem conhece, quem pesquisa, sabe como de fato é.
A família tem de ter uma mente aberta e o paciente tem de saber se olhar, reconhecer seus sentimentos e não fazer nada que o contrarie, porque toda melhora requer tempo, paciência e luta.
Hoje no Brasil boa parte dos suicídios acontece devido a doenças psicossomáticas, as doenças que antes eram desconhecidas, hoje são abordadas da melhor maneira, fatores emocionais, de risco, coisas que poucos olham e que se bem elucidada fazem toda uma diferença.
É uma doença urbana, que veio juntamente com a modernidade, porém a modernidade não condiz com todo estilo de vida, portanto devemos Analisar bem e definir o que é bom e ruim.