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Pedro Agostinho

[ Pedro Agostinho ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Mestre em História do Brasil. Sócio da Associação Brasileira de Educação a Distância e participa de fóruns sobre educação e Plano estratégico de defesa brasileira.

 

Papai Noel, a Ceia de Natal e a “dobradura” do guardanapo.

Algumas opiniões que serão oferecidas por mim nesse artigo podem até parecer estranhas. Mas se considerarmos os fatos e certos rituais, na minha opinião sem nenhum sentido, nas festas de fim de ano como Natal e virada de ano podemos entender tais reflexões.

Comecemos pelo ato da coisa, ou seja, as inversões de valores que tomaram conta nas comemorações de fim de ano, nesse caso, o dia 25 de Dezembro, “quando o galo deu o sinal, que nasceu o menino Deus, numa noite de natal”! Não sou contra tais comemorações, mesmo porque também sou cristão, ou imagino ser.

Irrita-me a forma como é apresentada nos meios de comunicação, que tem por único objetivo, vender, consumir e mostrar, de que forma, deve-se apresentar a etiqueta da dobradura do guardanapo na ceia de natal, sendo que na maioria das famílias, o guardanapo se torna um elemento estranho nas mesas da maioria dos brasileiros, e estes por sua vez, não configuram os cifrões ($) nas somatórias dos caixas dos supermercados.

Embora uma grande parcela tenha saído da linha de pobreza a indústria cultural continua transformando o “bom velhinho” em uma multimarca capitalista.

O mais interessante que o alvo do “bom velhinho” sempre fora as crianças, e estas começam a perceber que ele não passa de uma ilusão, que pode se transformar em uma decepção muita séria, ou até mesmo ser substituído pelas propagandas de várias marcas e produtos como por ex. as de celulares que empreguinam a telinha brasileira, onde a figura do Papai Noel é ignorada por outros instintos mais “agradáveis”.

A ilusão criada em nome do capitalismo americano e divulgado pelas principais marcas daquele país a partir da década de 50 do século XX, como a Coca-Cola, Pato Donald, Mickey, Jeans, Catchup, seus carrões enormes que faziam inveja aos nossos consumidores capitalistas, suas mini-séries que teimavam em mostrar o estilo de vida americano como o melhor entre os melhores, as guerras de comidas exibidas em seus programas de adolescentes, enquanto em grande parte do mundo e até mesmo nos E.U.A, muitos passavam fome.

Até tivemos uma participação dessa propaganda no papel de “boba da corte” de nome Carmem Miranda, aquela que voltou alguns anos depois, americanizada.

Fizeram a tarefa de casa direitinho, e o “bom velhinho” “pagou o pato”. Mas o que fazer? Acredito que seja muito simples.

Na hora que toparmos o Papai Noel pelo caminho, perguntaremos a ele se a sua barba é de verdade ou postiça. Daremos a oportunidade de nossas crianças imaginarem o que ele significa na vida real, e sem dúvida nenhuma, representa uma fantasia perigosa ou simplesmente uma ilusão de ótica. Ou vai dizer que ele é de verdade?





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