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País do depois...
Depois da queda do Fokker 100 da TAM, o Presidente da República sugeriu que os aeroportos fossem construídos fora das áreas residenciais. Depois de 500 anos de crianças fora da escola, o ministro da Educação finalmente anuncia a criação do programa “toda criança na escola”. Põe ser uma das poucas iniciativas inteligentes na área educacional, nada a criticar, mas veio um pouco tarde... depois de 948 anos.
Depois das mortes de vários sem-terras, discute-se a reforma agrária; depois da morte do índio Galdino, da fuga do filho atropelador do ministro, das atrocidades de Diadema, da mortes da hemodiálise de Caruaru, discute-se a questão da impunidade no Brasil. Agora, a batalha é a falsificação dos remédios.
Mas de todos os... depois, o da seca do Nordeste traz uma reflexão ou solução. Há um milhão e meio de desempregados em São Paulo. Atribui-se sempre ao contingente de nordestinos. É só voltarem, pois lá no Nordeste foram criados um milhão de empregos nas frentes de trabalho e dizem que nem duzentas mil vagas foram preenchidas. É preciso começar a agir antes neste País. Daqui a mais vinte anos este texto vai estar atualizadíssimo.
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