Em um artigo escrito por mim intitulado “Os defensores da menoridade e a bandidagem”, publicado nesse canal de comunicação dia 11/12/2009, abordei algumas características que serão aqui lembradas por ser tratar de um assunto que virou Reality Show nos meios de comunicação de massa.
A criminalidade manifestada em qualquer horário, os assaltos nos semáforos a qualquer hora do dia, os latrocínios e homicídios, constantes e/ou rotineiros, que fizeram presentes, num primeiro momento, nas grandes capitais e megalópoles, e num segundo momento, para o espanto geral de muitos nas cidades de médio e pequeno porte por todo o Brasil.
Nos últimos dois anos ou três anos, o que se viu foi um verdadeiro show apresentado nas telinhas de qualquer logotipo ou “adesão ideológica”. Pelo interior os bandidos descobriram uma mina de ouro, atestada por uma poder de polícia mal preparado e acostumado a prender bêbados nos botequins.
Robert De Niro e Al Pacino, entre outros, protagonizaram um dos mais intensos combates e enfrentamentos entre o poder de polícia de Los Angeles e o poder de uma quadrilha organizada. No filme “Fogo contra fogo” algumas senas de um tiroteio intenso entre polícia e bandido se assemelham daquelas vistas em 2009 em Mato Grosso e no interior do Piauí. Será que os bandidos assistiram aquele filmes várias vezes para aprender a cometer crimes pelo modo operacional.
Embora no filme o chefe da quadrilha seja morto pela polícia e a quadrilha desmantelada, aqui no Brasil o que se vê é o aumento rápido dessas operações e poucos bandidos presos, ou soltos nos “surpresos” Indulto de Natal, onde voltam a praticar a criminalidade.
O real e a ficção se confundem em nosso imaginário social. Não sabemos mais que são os bandidos por onde passamos. Pode ser qualquer um, carregando uma sacola de feira, de bicicleta, de motocicleta, de ônibus e até de avião ou até mesmo usando uniforme dos correios disfarçados de carteiros. Ficamos trancafiados em nossos lares e os bandidos, em sua grande maioria, soltos.
Falar nisso o protegido Fernandinho Beira-Mar está aí viajando por nossa conta na aviação da Força Aérea Brasileira. É, virou moda, e se isso pegar vamos ter que dobrar o nosso PIB pra dar conta de pagar as estadias de nossos hospedes.