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Governo reduz a zero IPI sobre Setor de Móveis, esse não repassa benefício a consumidor
Governo, através do Ministério da Fazenda, depois de oportunizar o desenvolvimento do setor através de redução total do imposto sobre o produto industrializado (IPI), quer avaliar resultados da medida. O governo fez sua parte, porém, da oportunidade ao oportunismo vai-se um passo. O setor não cumpriu sua parte no acordo e não reduziu seus preços ao consumidor como afirmou o Presidente da Associação Brasileira da Indústria do Mobiliário, José Luiz Diaz Fernandez. Teme-se que a medida de redução iniciada no mês de novembro do último ano e prevista em manter-se até o final do mês de março não se mantenha. Segundo Fernadez (2010), os painéis de madeira, um dos principais insumos do setor, ficaram até 8,5% mais caros no início de 2010. O efeito “bola de neve” é esperado, e, acredita-se, que sem contenção ou um franco diálogo do setor com o governo, o aumento de preços em torno de 1% a 2% será inevitável. Como podemos perceber é preciso ética nos setores públicos, na política, mas na área privada tanto mais, porque lida diretamente com a saúde financeira do cidadão, o seu trabalho e com os bens que ele consome. O setor, ajustado a uma política de produção em desenvolvimento, poderia oportunizar o aumento de oportunidades de empregos para o indivíduo nas mais diversas áreas, ou seja, tanto na produção quanto no beneficiamento e na distribuição. No aumento, por exemplo, de aquisição de implementos e produtos silviculturais, na própria silvicultura (o plantio), empregando para isso trabalhadores, promovendo sua distribuição, bem como no favorecimento de mais negócios no setor , sem contar o aumento nas vendas, que é o que propões o governo ao subsidiar o setor de móveis. Bastava praticar valores mais acessíveis. Um ato de má fé é, sobretudo, uma irresponsabilidade. Para entendermos melhor, as variáveis dessa ação, basta dizer que os painéis representam 60% do valor dos móveis populares no varejo. O presidente da ABIMOVEL alega ter solicitado aos representantes do setor o não aumento até o findar do acordo. Acredita-se que devido as perdas durante a crise econômica o grupo tenha-se encorajado a não obediência ao trato. Lamentavelmente, alguém sempre paga a conta de um ato irresponsável como esse; todos sabemos. Fonte: SBS/ Painel Florestal (boletim) |