A fragilidade não é atributo desejado por nenhum país, mas em se tratando de Haiti, a palavra chega a soar como eufemismo. Ali, inegavelmente, é onde se luta diariamente contra a fome e outras necessidades básicas à sobrevivência. Sua situação já mobilizava trabalhos pastorais e missões de outros povos, como verificou, infelizmente, pelo óbito de soldados e da fundadora da pastoral da criança Zilda Arns.
Num país em que se observasse a chegada de frotas inteiras de aviões além do grande arsenal das armadas militares e soldados de diversos países poderia isso sugerir a idéia de uma guerrilha, é a nossa lógica cotidiana, no entanto a arma de que se munem os exércitos e soldados tornou-se evidente nesses últimos dias nos noticiários da TV e do meio impresso: a solidariedade.
Um país que, com certeza, poderá sair mais fortalecido desta grande prova, porque as nações cumpriram e continuarão a cumprir o seu papel de estruturação e apoio das nações.
O EUA foram os primeiros a se mobilizarem em favor do povo haitiano. Segundo boletins e noticiários da Espanha, a União Européia também disponibilizará cerca de 400 milhões de euros para apoiar essa reestruturação no Haiti, exigindo, tão somente, que esta doação seja feita de modo coordenado, fiscalizado, por isso envia Maria Teresa Fernández, membro do governo espanhol, que preside a União Européia.
Para as autoridades locais essa foi a maior catástrofe sofrida pelo país em sua história.
Jornalistas ainda acusam a descoberta de novas áreas destruídas pelo terremoto. Espera-se, apesar do mau momento, que as ajudas internacionais possam ampliar as chances de sobrevida das pessoas.
Os órgãos internacionais devem criar, além de um fundo de emergência, uma entidade voltada para o atendimento de eventos dessa natureza.
Tempo é vida. Quanto antes se mobilizar esforços para o atendimento às vítimas das catástrofes melhores chances de sobrevivência.
Acontecimentos desse porte fazem refletir a necessidade de uma unidade global, das políticas de unificação e, sobretudo, a importância de construir alianças fraternas e de paz entre as nações.
Temos assim, apesar das divergências políticas e ideológicas, um exemplo de países como os Estados Unidos, Brasil e de países da Europa no adotar um espírito solidário , voltado para as soluções através do coletivo, o que torna possíveis soluções em todas as áreas que envolvam o entendimento pela paz.
O mundoprecisa tirar lições de tragédias como essas