Acompanhei o discurso que o presidente Barack Obama fez no Congresso no começo desta quinta-feira, transmitido pela Globonews. O norte-americano fez um balanço do seu primeiro ano à frente da maior potência do planeta (Sim, já faz um ano que Obama deu um chute na bunda branca daquele McCain!).
Entre aplausos e mais aplausos, ele enalteceu os avanços da economia e a queda do desemprego, falou sobre os investimentos que precisam ser feitos na Educação, o desafio de reformar a Saúde, e também fez algumas autocríticas, principalmente em relação à política externa.
Passada a "Obamamania", o presidente não tem mais índices tão altos de popularidade. Mas quem disse que isso parece incomodá-lo? Mantendo um discurso sóbrio e calculadamente otimista (empolgado sem ser eufórico), Barack não faz questão de estar acima do Bem e do Mal, bancando o semideus, como certos presidentes-companheiros costumam fazer.
"Quando fui eleito eu falei que não faria só o que fosse popular, mais o que precisasse ser feito", disse Obama. Ele tem consciência de que o deslumbramento da população em torno de sua imagem não é mais o mesmo, por isso tratou de cativar os próprios norte-americanos. "Não seremos vice em nada!", bradou ele, referindo-se a postura do país diante de outras potências. Claro que ninguém lembrou a ele do vice de Chicago na eleição para sediar a Olimpíada de 2016, e infelizmente (ou felizmente) não havia nenhum carioca gaiato na plateia pra fazer piadinha...
Cá entre nós, admiro muito o Obama. Não só por ser o primeiro presidente negro da história dos States, mas por transparecer inteligência, liderança, integridade, eloquência, frieza (no melhor sentido) e bom humor. Se vai ser o melhor presidente de todos os tempos eu não sei. Mas dificilmente vai ser confundido com o desastroso W. Bush.