Escuta esta história... É longa como tantas que já escrevi Tudo isto na vida Amor, amizade, sexo É tudo tão bom Nunca me pequei a este respeito Estive sempre ao lado do desejo Embora funesto Ser-lhe-á fácil imaginar... Deitado sobre a relva úmida A recém chuva ainda se ouve ao longe Minha mão desce ao ventre Faz tanto tempo que não me acho Encontrei-me viril, imponente! Desperto e majestoso... Meus receios? Até logo! A grande música do universo entoa sua canção Minha peça armada Sob mim um pedaço de tecido roto, desbotado Perto uma cabana de carvalho, quase negra A janela estreita e guarnecida de barras de ferro Aqui fora o ar e a luz... Na cadeira preguiçosa esta você Mergulhado em reflexões Traz uma ruga à testa E uma expressão medíocre no olhar Um tanto ansioso Sob pálpebras meio baixas E respiração de descontentamento Ao ver que mesmo só Acaricio meu corpo E jorro minha alegria Como grinalda dedicada à noite Ainda menina que surge no firmamento Minha emancipação, Minha liberdade Minha felicidade De força quase perdidas admirar seus cabelos Nesta cabeça encantadora. Tão linda... Deliciosa beleza a balançar na cadeira De pele nua a apontar-me o dedo Sorrindo e falando entre dentes: __Vem cá! Mastro puro de ardente luz! E eu caminho até você vagarosamente Ouvindo-o implorar: __Vem?!.