Há exatos 20 anos, um cara chamado Nelson Mandela deu uma das mais incríveis demonstrações de humanidade que já se viu. Por querer o fim da segregação racial na África do Sul, pregando que brancos e negros deveriam viver em igualdade, ele foi condenado a passar 27 anos trancafiado numa prisão.
E quando saiu, no dia 11 de fevereiro de 1990, Mandela não tinha ódio ou rancor pelos que o colocaram naquele lugar. Tinha esperança. Estava disposto a perdoar todos que quisessem seu mal, e em seu sorriso, assim como no seu discurso, só havia bondade e vontade de construir uma nação melhor, mais forte, mais justa. Foi assim que algum tempo depois ele seria eleito o primeiro presidente negro da África do Sul, responsável por devolver um pouco de dignidade a um povo que até hoje vive na pobreza e sofe com o desemprego e o vírus da AIDS.
Infelizmente Mandela já não era mais nenhum garoto, havia passado dos 80 anos e seu estado de saúde não lhe permitia fazer o que seu coração e sua cabeça pediam. Precisou se afastar da vida pública, vendo aquela mesma minoria branca de sempre concentrar as riquezas e comandar os demais.
O filme Invictus, que está tendo uma ótima bilheteria nos cinemas, conta um pouco dessa história. Como Mandela conseguiu fazer com que o esporte pusesse de lado as desigualdades, ainda que durante apenas uma partida de rúgbi. Hoje ele está com 91 anos, muito debilitado, mas com o mesmo brilho nos olhos de sempre. Quem dera se existissem mais Nelsons Mandelas pelo mundo...