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Júlio Silva

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Julio Silva

 

Fachadas, lindas fachadas...

Algumas situações sobrevivem apenas de fachada. Há aqueles casais que permanecem juntos, mesmo quando qualquer afeto inexiste e toda a convivência entre eles tornou-se desagradável. Entretanto, criam um ícone em louvor à hipocrisia, sustentando uma aparente vida comum. Chegam a dizer, à familiares e pessoas próximas, que vivem muito bem, sustentando uma situação onde o que importa é tão somente a aparência.

Temos aqueles políticos bons de discursos e terrivelmente corruptos na prática da política de gastos públicos; um tempo depois levantam o tapete daquela administração e então, como num passe de mágica, um monte de sujeira ali escondida aparece. Mas, durante sua administração, tudo mostrava-se absolutamente correto aos olhos da população. A fachada do governante era cuidadosamente trabalhada, enquanto a corrupção proliferava e deixava rombos com enormes dívidas ao Município, além do prejuízo social da má aplicação dos recursos e do bloqueio de repasse de verbas pelo Estado, este pela não aprovação dos gastos junto ao Tribunal de Contas.

Os programas socias implementados pelo governo Federal, chamados de “Transferências de Renda”, vem anunciando gastos previstos em cinco bilhões de reais neste ano de 2004. As causas e efeitos dos verdadeiros problemas, determinantes da pobreza que assola a população são menosprezados; como exemplo, neste Município pouco se investe em geração de emprego e renda bem como na formação técnica, enquanto seguem catalogando os menos afortunados nos “bolsas distos e bolsas daquilo”. Numa solução de fachada procuram melhorias no bem estar da população.

Em nosso Centro Histórico de Iguape, a conservação das fachadas do casario colonial chamou-me a atenção. Lembrei-me da casa de um amigo em Campo Grande. Quando lá estive, havia uma mesa antiga de madeira e sobre ela uma cesta de vime com ovos. Que belas cascas! Mesmo finas, protegem uma vida; sem ter muito valor em si mesma, conservam as características de seu interior. Uma fachada de real utilidade. Na parede da casa, um animal empalhado parecia me olhar fixamente. Essas técnicas de taxidermia por vezes assustam! Conservaram seu aspecto externo. Achei que a manutenção de sua fachada retratava também a crueldade com que o liquidaram, pois restaram alguns pontos escuros por onde entraram os chumbos do disparo de uma garrucha. Aquela fachada só retratava o aspecto final, ainda que deteriorado, do pobre animal morto.

Passava pela Praça São Benedito quando observei uma janela aberta. Andando pela calçada, foi inevitável espiar um pouquinho. Deparei-me com outra fachada além daquela que mostra-se ao passeio. Curioso! Temos uma Fachada da fachada; por trás daquela há uma outra, de construção já contemporânea, contrastando com a da frente. Mantiveram um pequeno beiral do antigo telhado. Quando o olhamos temos a impressão de que a construção está preservada. Mas, é apenas a fachada!

Um verdadeiro tesouro arquitetônico está presente em nossa arquitetura, expressas em edificações datadas dos séculos XVII ao XIX. A legislação que trata da preservação do Patrimonio Histórico e Arquitetônico vem auxiliando, pois cuida da obrigatoriedade de manutenção das fachadas do Centro Histórico; até quando nos preocuparemos apenas com a fachadas?





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