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Abilio Machado

[ Abilio Machado ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Artista Plástico, Ator e Autor de Peças Teatrais.

 

As travestis e algumas histórias... (pesquisa acadêmica)

Travesti é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como um tipo de transtorno de identidade de gênero, mas pode ser considerada apenas um extremo do espectro de transtorno de identidade de gênero. Há a definição de que travestis são pessoas que nascem com o sexo genital masculino (por isso a grande maioria se entende como homem até certo período de sua infância e adolescência) e que procuram inserir em seus corpos símbolos do que é socialmente sancionado como feminino. No palavreado popular brasileiro, o travesti é amplamente visto como pessoas do sexo masculino que se vestem com roupas femininas e modificam o seu corpo para ter seios e glúteo femininos com aplicações insanas de silicone, muitas vezes colocando em risco a sua própria vida com o uso de silicne industrial., esses travestis são muitas vezes empurrados à prostituição por falta de oportunidades no mercado de trabalho formal, devido ao preconceito.

Alguns afirmam que para elas, travestis,  a prostituição não é apenas uma fonte de renda, mas também uma forma de se sentirem desejadas, de sentirem prazer e serem recompensadas por serem quem são. É pela prostituição e por não esconderem quem são que as travestis são o grupo mais marginalizado, temido, discriminado, vitimizado e desprezado da sociedade brasileira. 

De acordo com Souza (2009) o preconceito existe pelo que ainda não se conhece e pelo que se julga erroneamente conhecer, logo se a homossexualidade fosse algo a ser debatido desde o principio quando somos inseridos na sociedade, provavelmente a recusa por essas pessoas não seria tão arrogante e desprezível.Pelúcio (2004) diz: “[...] numa sociedade que muitas delas classificam de ‘hipócrita’. Uma sociedade androcêntrica que as rejeita de dia, mas as procuram de noite” (p.27) e também que “ser travesti é como uma luta contra a humanidade”.Mas a grande preocupação que vem se instalando está ultrapassando o preconceito, a violência gerada contra os travestis é impactante e assustadora. (Carrara e Vianna. 2005).Até a prostituição sem cuido, no desleixo, sem a assistência devida vem causar dano a elas e à sociedade, os atos de agressão que provocam e a maneira de se exporem criam para si a marginalização: irem para as ruas com roupas íntimas, levantarem suas saias na passagem de automóveis muitas vezes de famílias, seus comportamentos próximos a terminais e escolas.A falta de atenção as agressões físicas sofridas vêm devido a estas ‘manifestações contra a humanidade’ citadas é que fazem que o atendimento a elas seja de maneira superficial e intolerante.A nossa história é repleta de sinais que sempre no meio houve a existência da homossexualidade, sendo ela agressiva ou não:

•         Registros arqueológicos apontam para 5000 a.C. na Era Mesolítica onde o homo erotismo está representado em uma rocha encontrada em Addara na Sicília. Nessa inscrição em rocha, homens e mulheres dançam ao redor de duas figuras masculinas com ereção. Supõe-se que esse registro represente uma relação homo erótica.

•         Em 2800 a.C. um poeta desconhecido escreve a mais antiga epopéia preservada pela história, a Epopéia de Gilgamesh. A epopéia inclui a primeira história de amor homo erótico retratada pelo personagem Enkidu.

•         Na Grécia em 1930 a.C. o herói Aquiles e o seu amado Pátroclo terão sido companheiros na Guerra de Tróia. Quando Pátroclo morre é vingado por Aquiles. Quando Aquiles morre, é enterrado junto de Pátroclo.

•         A Bíblia corrobora que o relacionamento de pessoas do mesmo sexo existiu em tempos passados.

•         Em 600 a.C. a poetisa Safo, da Ilha de Lesbos, escreve obras sobre o amor entre mulheres.

•         Em 385 a.C. na Grécia, Platão defende publicamente que apenas o amor homossexual pode conferir ao homem grego a plenitude do seu potencial intelectual.

•         Invencível por 40 anos o Batalhão Sagrado de Tebas era composto exclusivamente por 150 casais homossexuais.

•         336 a.C na Grécia Alexandre “O Grande” e o seu amado companheiro de vida e batalhas Hefestião expandem largamente o Império da Macedônia.

Transcrevo aqui alguns relatos a dizer de posturas dentro dos muros de uma escola:

“Eu sempre fui afeminada. Desde a 1ª série meus pais eram chamados toda hora para a secretaria, por conta do meu jeito. Meu sonho sempre foi estudar. Com 12 anos fui com bolsa para escola particular e todo mundo olhava estranho. Com 13 eu comecei a tomar hormônio e isso causou mais problema. Não podia usar o banheiro... Mas não ligava pro que diziam. Um dia disseram que não aceitavam aluno assim, eu não podia mais estudar lá. Fui para rua, mas sempre queria voltar a estudar. Queria ter faculdade de medicina. Hoje quero me reciclar, fazer pré-vestibular, esse é meu sonho. Quero chegar lá, não importa a idade, e dizer que tentei e consegui.” Jovem travesti.

“Com 15 anos eu era gay e já tomava hormônio. Quando descobriram, eu quase fui morta, fiquei em pânico. Meus pais se mudaram pra Guaratiba. Aí os meninos começaram a zombar de mim. Na escola onde eu estudava aconteceu um roubo e falaram que fui eu. Meu pai não agüentava mais, foi conversar com o diretor e ele disse: “seu filho é viado, e nossa escola não aceita esse tipo de coisa”. Minha mãe verdadeira não aceitou, virou as costas para mim.” Jovem travesti, 29 anos, mora hoje em Campo Grande. Tem vontade de voltar ainda estudar. 

“Uma das situações que mais me constrangia e que os colegas faziam piadinhas era nas aulas de educação física, pois nunca tive habilidade para o futebol e para eles  todos os meninos tinham que gostar de jogar bola.” Aluno homossexual.

Tive sempre dois problemas, um por ser assim não normal e outro por ser gordinho, claro que a promessa de minha mãe a São Judas Tadeu ajudava este preconceito que sofria, com os cabelos compridos até os sete anos,  adorava ser protegida por alguns meninos que me achavam diferente, mas a mudança de escola me fez sofrer muito, era zombado quando estavam em grupos e os mesmos meninos quando sozinhos acabavam fazendo sexo comigo até dentro do banheiro da escola, quando havia divisão de trabalhos em grupo era um terror por que ao se referirem a mim era sempre de maneira homofóbica mas na verdade queriam que ficasse a sós com eles nas suas casas, aí eu era quase sempre usado e ainda fazia os trabalhos sozinho. Mas o que acho pior são alguns professores que incentivavam este tipo de agressão verbalizada e davam preferência em contar piada nestas referências... A ponto de um deles ao comentar sobre a famosa piadinha sobre coquinho me olhar malicioso e perguntar se algum dia havia sido coquinho aos meninos da classe.Não vou falar mais porque minha raiva por este professor não deve ser alimentada por que ele tem alma pequena e não merece minha atenção, uma vez fiquei tão mal que acabei faltando muitos dias e acabei reprovando por essas faltas, e faltava sempre nos dias com aulas dele, isso sem mencionar o mundo de alcoólatra e outras drogas às quais me entreguei.” Jovem senhor bissexual.





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