-- Animais & Cia
-- Atualidades
-- Cidades
-- Ciências e Tecnologia
-- Coluna Social
-- Crônicas e Poesias
-- Educacao
-- Empresarial
-- Entretenimento
-- Esportes
-- História e Literatura
-- Humor
-- Informática
-- Internacional
-- Jovens
-- Justiça & Direito
-- Meio Ambiente
-- Pais e Filhos
-- Política
-- Religião Cristã
-- Religião Outras
-- Sexo
-- Terceira Idade
-- Turismo
-- Vida e Saúde
-- X Diversos
.

 
 

Você está em Educacao
 
Luisa Lessa

[ Luisa Lessa ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Uma estudiosa da vida, amante da ciência e dos bons textos.

 

A influência espanhola no vocabulário português

Herdamos palavras latinas, gregas, germânicas, celtas, árabes, francesas, inglesas, africanas, indígenas etc. Hoje, comentamos  a contribuição espanhola  no léxico da língua portuguesa.

Antes de tudo é bom dizer que a influência de outras culturas, no idioma português, representa uma riqueza e não um prejuízo como alguns possam acreditar, pois as palavras estrangeiras, de origens diversas, são assimiladas, no curso do tempo, ao ponto dessas formas adquiriram direito de vernaculania, que é, em síntese, a cidadania da palavra.A língua portuguesa, segundo sua história externa, nasceu no oeste Península Ibérica, Europa Ocidental, onde estão Portugal e Espanha.

Essas terras eram domínio do Império Romano, há mais de 2000 anos. Quando o Império Romano caiu, no século V, a dialetação do latim se intensificou e vários dialetos foram se formando. No caso específico da península, foram línguas como o catalão, o castelhano e o galego-português (falado na faixa ocidental da península) as trilhas que conduziram ao surgimento do português. E foi o galego-português, precisamente, que gerou o português e o galego (mais tarde uma língua falada apenas na região de Galiza, na Espanha). Entre meados do séc. XV e fins do séc.XVII o espanhol serviu como segunda língua para todos os portugueses cultos. Os casamentos de soberanos portugueses com princesas espanholas tiveram como efeito uma certa “castelhanização“ da corte. . Os 60 anos de dominação espanhola acentuaram esta impregnação lingüística.

É somente depois de 1640, com a Restauração e a subida ao trono de D. João IV, que se produz uma certa reação antiespanhola. O bilingüismo , todavia, perdura até o desaparecimento dos últimos representantes da geração formada antes de 1640. A maioria dos escritores portugueses escreve também em espanhol, por exemplo: Gil Vicente, Sá de Miranda, Luis de Camões, Francisco Manuel de Melo.O volume de contribuição do espanhol, ao português, data, essencialmente, da época do predomínio político e literário da Espanha. Alguns dos termos, em causa, situam-se no ambiente cortesão:

<>, <>, <>; outros se referem a noções militares: <>, <>, <>; outros à terminologia taurina: <>, <>, <>; outros a costumes e vestuário tipicamente espanhóis: <>, <>, <>, <>, abstraindo de muitos outros vocábulos, pertencentes a campos semânticos diversos, como <>, <>, <>, <>, <>,<< moreno>> e o próprio étnico castelhano, que usurpou o lugar do ant. castelão.

Diga-se, ainda, que existem não poucos castelhanismos perfeitamente integrados na fonética do português e, por isso, difíceis de identificar.A partir do séc. XVIII o espanhol deixa de desempenhar o papel de segunda língua de cultura, que passa então a ser exercido pelo francês. É nos livros franceses que os portugueses vão buscar boa parte de sua cultura, e é por intermediário dele que entram a maioria das vezes em contato com o mundo exterior. Mas essa nova tendência não apaga da língua camoniana a forte presença espanhola que perdura, na língua portuguesa, até os dias atuais.





Você gostou deste artigo? Então compartilhe com seus amigos:

 
Facebook
Twitter: Google+

-------------------------------------------------------------------------------------------------------
s
s
------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O botão de comentário acima irá acionar o colunista para te postar uma resposta sobre o comentário. Ou, se preferir, comente usando seu perfil do Facebook:




:: As armadilhas da linguagem política ( Educacao - Luisa Lessa )

:: As Inteligências. ( Educacao - Roberto Bastos )

:: A leitura não é atividade gratuita de advinhações ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Os Ensinos Médio e Superior não são o MOBRAL. ( Educacao - Roberto Bastos )

:: Grandes desafios para a educação do século XXI ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Formação de bolhas sócio-culturais ( Educacao - Cristiana Passinato )

:: Questões de um começo cheio de esperanças ( Educacao - Cristiana Passinato )

:: O Brasil está fechando 8 escolas rurais por dia. Quem se importa? ( Educacao - Wallace Moura )

:: Preciosismo didático ( Educacao - Elisabeth Camilo )

:: Há uma única verdade ou múltiplas verdades? ( Educacao - Luisa Lessa )

:: O Rolesinho ( Educacao - José Roberto Pinto )

:: Ensinar a Língua Materna ( Educacao - José Roberto Pinto )

:: A educação e os concursos públicos. ( Educacao - Roberto Bastos )

:: Um dia, na infância, me ensinaram a saudade ( Educacao - Elisabeth Camilo )

:: A Lei Drummond complementa-se com o Fundo Municipal de Cultura ( Educacao - Mauro Moura )

:: Lugar sagrado que deve ser a escola ( Educacao - Luisa Lessa )

:: A direção é mais importantedo que a velocidade ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Comunicação e humanismo: duas armas salvadoras do mundo ( Educacao - Luisa Lessa )

:: Identidade e Territórios Quilombolas do Rio Grande do Sul: aspectos sócio-etnolinguísticos ( Educacao - Antonio Carlos )

:: Os segredos da linguagem no mundo do trabalho ( Educacao - Luisa Lessa )
 
 

 


   



Site administrado pela

Biblioteca ||  Classificados
Sala de Bate Papo