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Elisabeth Camilo

[ Elisabeth Camilo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Tradutora, jornalista e mestra em Letras - Linguagem e Memória Cultural.

 

O mito da medusa

Passou no History Channel um documentário chamado "Medusa".  A princípio, a narrativa parecia apenas a explicação do mito da mulher-monstro cujos cabelos eram serpentes e cujos olhos podiam transformar pessoas em estátuas de pedra.  Mas durante a narrativa diversos profissionais das áreas de psicologia, filosofia, história e antropologia se adentraram e foram mostrando como o mito se aplica hoje àmaioria das mulheres consideradas fortes ou por serem muito sedutoras ou por serem determinadas em suas metas.

A princípio temos uma ideia erronea da medusa.  Fomos influenciados desde cedo a vê-la como tenebrosa, medonha e má.  Mas a história é, na verdade, um drama e reflete a vida de muitas mulheres hoje, principalmente quando ligamos a TV e assistimos os noticiários policiais.

Medusa era bela, a mais bela grega no templo da deusa Atena que só admitia como servas mulheres virgens.  Medusa era virgem e completamente servil à sua deusa.  Por causa de sua beleza, todos os gregos queriam cortejar Medusa mas ela os ignorava.  Ela era forte e por isso nunca pensou em ter um relacionamento amoroso com eles.  O que importava era servir à deusa de sua vida.  Um dia, foi estuprada dentro do templo e, diante do fato, de vítima virou culpada.  Não foi poupada pelas amigas e nem emsmo pela deusa que amava.  Banida do templo, sofreu terrível castigo por ter sido violentada: seus cabelos viraram serpentes, sua pele secou e rachou, teve barba e bigode e ficou com a língua para fora.  Era a beleza personificada e virou um monstro.  Seduzia e passou a ser temida.  Além de tudo, passou a viver só e jamais poderia ter um relacionamento com alguém porque qualquer pessoa que a visse se transformaria em estátua de pedra.  Confinada em uma ilha, medusa era a metáfora do sofrimento, da frieza e da solidão.

O que vemos hoje não é muito diferente.  Mulheres violentadas, às vezes muito jovens, são consideradas culpadas pela violência sofrida.  Muitas deixam de fazer boletins de ocorrência exatamente porque serão submetidas a interrogatórios que as colocam sob investigação.  Viram medusas sob os olhos de Atena.  Mesmo provada a inocência delas, o povo marca a menina ou a jovem como "aquela que foi violentadas"e os homens passam a vê-la com outros olhos.  A gente sabe como isso ocorre porque conhecemos casos todos os dias.

Um exemplo: o advogado do goleiro Bruno aponta a vítima Eliza como culpada de tudo o que ocorreu e arrolou a mesma que pode estar morta como testemunha.  Quem, em sã consciência, quer se ver nos noticiárias como a vítima e a ré ao mesmo tempo?

A morte de medusa traz sossego para a moça.  Será que a maioria das mulheres violentadas não pensa em morrer?  Está na hora de nos atentarmos para isso: mulheres violentadas necessitam sempre de maiores cuidados e precisam de ser tratadas com carinho e não com discriminação.





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