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Rosi Bueno

[ Rosi Bueno ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Aprendiz de escritora e pensando em ser jornalista... Apaixonada por música. O mais importante: reescrever e re-reescrever infinitas vezes se for preciso.

 

Relacionamentos via internet

‘Mãe, esse é meu novo amigo’ ‘o computador?’ ‘não, tô mostrando a foto’

Desde que a internet se tornou item de primeira necessidade na cesta básica imaginária do brasileiro, muitos estudiosos, curiosos e cronistas de plantão tem discutido se é ou não possível manter relações saudáveis através desse meio de comunicação.

O argumento quase uníssono é que orkut, msn, twitter, facebook e afins são ferramentas perigosíssimas e que teem trazido estragos irreparáveis na vida de muitas pessoas que não souberam usá-los. Mas é exatamente aqui que está o ponto principal: saber usá-los.

Quem nunca ouviu um relato de um parente, amigo, amigo de amigo, ou até mesmo pela televisão de casos de pessoas que saíram para se encontrar com outra que só conhecia da internet e acabaram sequestradas, ou forneceram seus dados pessoais e aconteceu não sei mais o quê de mal com elas, ou tiveram uma foto publicada com uma montagem comprometedora, ou até se apaixonaram por um fake?

A cada dia que passa essas informações sobre os riscos da internet se disseminam e as pessoas ficam mais atentas a esse tipo de exposição, de maneira que, se todos sabem do perigo, os que continuam fazendo tudo isso é mais por questão de escolha do que por inocência.

Outra coisa que parece ser uma questão sobre os relacionamentos conquistados pela internet é essa nova onda de “comunidades” de orkut, na qual várias pessoas podem manter contato, num quase chat, sobre o assunto que lhes convier, a depender do tema central da comunidade, que pode ser sobre um filme, uma frase, uma escola, uma opinião, um acontecimento, etc.

Poderíamos crer que não há nada de não saudável nisso, mas já vi muitas comunidades na qual a motivação para que as pessoas escrevam ou participem era somente zombarem uns dos outros ou fazerem críticas abusivas a um inimigo em comum. Ou seja, o que era para unir pessoas ao redor de um único ideal - e de preferência um bom ideal -, só faz separá-las mais ainda.

Devo confessar que sempre me atentei a tudo isso e minha opinião é que era realmente impossível conquistar e manter uma amizade apenas virtualmente e por isso descria quando meus amigos me contavam de seus amigos feitos por orkut, o quanto lhes eram especiais. Tenho até uma amiga que era membra ativa da comunidade da FUVEST e que hoje estuda com alguns amigos que foram aprovados com ela.

Ainda assim, Tomé que sou para essas coisas, só fui acreditar quando o mesmo aconteceu comigo: participo há alguns meses de uma comunidade no orkut chamada “Castle & Beckett ”, destinada a este casal, ou como costumamos dizer, a este “quase futuro casal” da série Castle do canal americano ABC . A princípio, meu maior interesse era apenas participar de uma comunidade que falasse sobre uma das séries que mais gosto, entretanto, a dinâmica calorosa dos membros da comunidade me instigou a ser ativa nos tópicos levantados, e não demorou para que eu acabasse entrando para o círculo dos que mais comentavam ali, a ponto de não conseguir passar muito tempo sem falar minhas opiniões, sem passar para ver se há novidades, se está tudo bem. E para os que pensam que esse tipo de coisa é totalmente inútil, confesso que encontrei lá uma maneira de treinar meu inglês e a criatividade para inventar situações absurdas. Além de agora eu ser uma pessoa um tanto mais solidária, sempre querendo espalhar o que chamamos de “castlelove” a todos que não conhecem a série.

Nem mesmo na comunidade destinada a promover as criações de jovens talentos escritores encontrei tanto recolhimento, apesar de lá ser realmente uma comunidade que merece admiração pelo tanto de livros que já conseguiram publicar.

Por isso acredito que o maior segredo para essa comunidade “Castle&Beckett” estar dando tão certo é que o ideal que nos une é bom e, sobretudo, o respeito que todos temos uns pelos outros.

A internet, assim como tudo na vida, só será boa quando bem usada. Não é só porque se gastou pouco tempo em frente ao computador que o usou da maneira correta, porque o que deve está em jogo não é a quantidade, mas sim o nível de consciência de quem está usufruindo dessa ferramenta tão útil. Aliás, internet é sim muito importante e necessária para o trabalho ou a vida escolar, mas também não devemos condenar quem a usa também para o entretenimento. Afinal, já que o mundo real é tão cruel, não poderíamos fingir por alguns minutos que por trás de uma máquina há alguma coisa boa em que valha a pena acreditar?


fake: perfil falso, uma pessoa se faz passar por outra.


Dedicado a Carla, Amanda, Vivi, Nene e a todo o pessoal da comunidade “Castle&Beckett”, que tem suportado todas as minhas loucuras (and to the extraordinary KB and all my friends at the 12th)





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