-- Animais & Cia
-- Atualidades
-- Cidades
-- Ciências e Tecnologia
-- Coluna Social
-- Crônicas e Poesias
-- Educacao
-- Empresarial
-- Entretenimento
-- Esportes
-- História e Literatura
-- Humor
-- Informática
-- Internacional
-- Jovens
-- Justiça & Direito
-- Meio Ambiente
-- Pais e Filhos
-- Política
-- Religião Cristã
-- Religião Outras
-- Sexo
-- Terceira Idade
-- Turismo
-- Vida e Saúde
-- X Diversos
.

 
 

Você está em Internacional
 
Paulo Hijo

[ Paulo Hijo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Uma boa literatura pode resultar muito benefícios; e a leitura, que é um processo de divertimento, proporciona tanto o repouso, a suspensão da fadiga, assim como a catarse e a educação.

 

Okinawa - Parte I

OKINAWA

MENSORÊ - Seja bem-vindo.

Até algum tempo atrás, eu sabia apenas que Okinawa era um arquipélago japonês onde o povo falava duas línguas. A pronúncia do nome do arquipélago no dialeto local é "Utchiná", e é assim que os okinawanos chamam a sua terra. Depois da Segunda Guerra, a ocupação americana fez com que muitas pessoas aprendessem o inglês, portanto muitos okinawanos falam três línguas, a nativa, a japonesa e a inglesa. Mas os jovens estão esquecendo o dialeto da ilha, pois conversam apenas na língua oficial, japonês.

Eu aprendia sobre a terra dos meus avós ouvindo meus parentes contar sobre as coisas de lá. Por aqui não havia livros sobre as ilhas do sul do Japão. Finalmente, em l998, um jornalista okinawano radicado no Brasil lançou um livro sobre Okinawa. Lendo o seu livro, aprendi um pouco de história, tradições e lendas do nosso povo. Desejo contar ao leitor, praticamente parafraseando o livro de Shosei Miyagui, um pouco da história de um dos mais belos e alegres locais do mundo.

Se pegarmos uma enciclopédia e procurarmos "Okinawa", não encontraremos muitas informações a respeito daquela parte do Japão, por isso quero contar ao leitor como o jornalista correspondente do Okinawa Times e também fundador de dois jornais no Brasil, "Kyuyó Shimpo" e "Bunka Times", relata no seu livro.

Sr. Miyagui, quando fundou os dois jornais no Brasil, foi um dos primeiros a admitir que o Japão havia sido derrotado na Segunda Guerra Mundial. Por escrever a verdade, quase perdeu a vida: foi perseguido por membros da Shindo-Remmei, uma seita secreta fundada por fanáticos, nacionalistas e patriotas extremistas japoneses, que viviam no Brasil. A Shindo-Remmei defendia a supremacia japonesa perante outras nações. Os seus membros não admitiam e nem acreditavam na derrota do Japão na Segunda Guerra. Perseguiam e assassinavam os japoneses imigrantes que se conformavam com a rendição do Japão.

Sr. Miyagui inicia seu livro descrevendo Okinawa como um conjunto de oitenta ilhas enfileiradas como uma corrente sobre o oceano, com uma extensão de 1.200 km, ao extremo sul do Japão. O céu de Okinawa é azul como em todos os lugares, mas combinado com um mar cristalino, de cor verde esmeralda, e sua riqueza, tanto de fauna quanto de flora, faz do local um lugar único e exótico. As ilhas recebem mais de 4.000.000 de turistas todos os anos. E o número de seus habitantes não passa de 1.200.000.   Com o clima subtropical, os turistas aproveitam a boa atmosfera do lugar, que chamam de Pérola do Oriente, quando não de Paraíso. O arquipélago é banhado pelo Oceano Pacífico e pelo Mar da China Oriental. Situa-se ao sul da província de Kagoshima e ao norte de Taiwan.

Até 1879, as ilhas do extremo sul do Japão constituíam um reino independente que se chamava Ryukyu. Por 670 anos,  teve reis próprios, com uma sucessão de 38 gerações de dinastia. Hoje é uma província japonesa localizada a 1.500 km de Tóquio e tem o nome de Okinawa. A prefeitura localiza-se em Naha, a capital, situada na principal Ilha, também chamada de Okinawa, que tem uma extensão de 107 km de comprimento por 11 km de largura. O povo da Ilha, segundo Sr. Miyagui, cultua o seu passado, que foi muito glorioso, e manter a história viva de seus antepassados tornou-se algo muito importante, "pois permite conhecer sua próprias origens, qualidade indispensável a uma pessoa culta", escreveu Sr. Miyagui.





Você gostou deste artigo? Então compartilhe com seus amigos:

 
Facebook
Twitter: Google+

-------------------------------------------------------------------------------------------------------
s
s
------------------------------------------------------------------------------------------------------------

O botão de comentário acima irá acionar o colunista para te postar uma resposta sobre o comentário. Ou, se preferir, comente usando seu perfil do Facebook:




:: A Propriedade Privada Intelectual e a Crise do Sistema Capitalista ( Internacional - Diego Grossi )

:: What to fight for? ( Internacional - Ana Paula Lisboa )

:: A morte de Kadafi foi o auge da Revolução Árabe? ( Internacional - Diego Grossi )

:: Sem Kadafi, o mundo fica melhor? ( Internacional - Jorge Azevedo )

:: Cadê honduras? ( Internacional - Nylton Batista )

:: 10 anos do 11 de setembro ( Internacional - Mauro Souza )

:: Tecnologia militar e soberania política: O exemplo da Líbia ( Internacional - Diego Grossi )

:: O direito de Gadhafi de governar ( Internacional - Sivaldo Venerando )

:: AAA/AA+ ( Internacional - Mario Villas Boas )

:: Xenofobia e humanidade não combinam ( Internacional - Paiva Netto )

:: Capitão América. ( Internacional - Isis Nogueira )

:: Pax Sinica ( Internacional - Mario Villas Boas )

:: O que a comunicação social não fala sobre Kaddafi. ( Internacional - Isis Nogueira )

:: Bin Laden Merecia Viver! ( Internacional - Jurandir Araguaia )

:: Osama Bin Laden, morto ou vivo? ( Internacional - Liana Herculano )

:: Será que Bin Laden morreu mesmo? ( Internacional - Jorge Azevedo )

:: O primeiro abril – a Revolução ( Internacional - Mauro Moura )

:: Muçulmana responde à questões polêmicas ( Internacional - Isis Nogueira )

:: Um Ato Trágico e Criminoso ( Internacional - José Ednaldo )

:: Um bom Exemplo ( Internacional - Mario Villas Boas )
 
 
LiveZilla Live Chat Software

 


   



Site administrado pela

Biblioteca ||  Classificados
Sala de Bate Papo