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Leila dos Anjos

[ Leila dos Anjos ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Acadêmica do 3º ano em Comunicação Social com ênfase em Rádio e TV na Universidade Estadual de Santa Cruz.

 

O problema do lixo e a sua solução

Cada brasileiro produz 1kg de lixo doméstico por dia, ou seja, se a pessoa viver 70 anos terá produzido em torno de 25 tone-ladas. Se multiplicarmos pela população brasileira, pode-se i-maginar a dimensão do problema (COZETTI, 2001)

No Brasil cerca de 85% da população brasileira vive nas cidades. Com isso, o lixo se tornou um dos grandes problemas das metrópoles. Ou seja, lixo é resultado das novas práticas de consumo, e tem aumentado de tal forma que não se sabe onde colocá-lo. Logo, assa dificuldade é maior quando associada aos custos para se criar aterros sanitários. Dessa forma, como esses aterros não são construídos, o lixo é despejado em terrenos baldios.

De acordo com o IBGE, 76% do lixo é jogado a céu aberto, sendo visível ao longo de estradas e também são carregados para represas de abastecimento duran-te o período das chuvas, contaminando assim os recursos hídricos – lembrando que apenas 2% da água do planeta é doce, sendo que 90% está no subsolo e nos pólos. Além disso, a ocupação do solo com depósitos de lixo e canais de esgotos são muito freqüentes, propiciando, assim, epidemias como dengue, febre amarela e leptospirose.

Sobretudo, para tentar solucionar o problema do lixo vem-se estimando o uso de métodos alternativos de tratamento como a compostagem e a reciclagem ou, de-pendendo do caso, a incineração. Em outras palavras, a incineração é a alternativa menos aceitável, pois provoca graves problemas de poluição atmosférica e exige investimentos de grande porte para a construção de incineradores.

A saber, existem outros problemas sanitários ligados ao destino inadequado do lixo são: a poluição dos mananciais (chorume); a contaminação do ar (dioxinas e visibilidade aérea); os assoreamentos (depósito em rios e córregos); a presença de vetores (moscas, baratas, ratos, pulgas, escorpiões e os temidos mosquitos); a pre-sença de aves (colisão com aviões a jato); os problemas estéticos e de odor; e os problemas sociais (catadores em lixões) (PEREIRA, 1991). 

Indubitavelmente, uma coleta seletiva simplificada, orientada pela administração pública e mídias, afim que eduque a população a separar o lixo, na origem, em pelo menos dois grupos, o orgânico e o reciclável, é algo indispensável que a gestão urbana não pode mais adiar.  Sem dúvida, a situação do lixo nos bairros e nas periferias das cidades é uma questão de importância vital, pois é nestas áreas que encontramos as maiores deficiências de coleta e a maior presença de resíduos sólidos como fator de inundação, desabamentos, proliferação de vetores e doenças. Em conformidade REINFELD (1994) acredita que é também nessas áreas que se pode estruturar toda uma economia voltada para esses resíduos, valendo a pena subsidiar durante um bom período os mutirões remunerados de catação. Entretanto, para a implantação de um sistema de Coleta Seletiva a educação é prioridade, ou seja, o papel da mídia é super importante nesse processo, assim a mídia deve usar como ferramenta a sustentação e a conscientização ambiental, buscando sensibilizar as pessoas a partir de uma orientação metodológica e técnica.

Analogamente, a opção de trabalhar com a divulgação da educação ambiental pela mídia surge por conta do grande desequilíbrio instaurado entre a sociedade e o meio ambiente. A saber, a educação ambiental é um ramo da educação que tem como principal meta disseminar o conhecimento geral sobre ambiente, buscando formas de preservar e utilizar seus recursos de forma sustentável. Nacionalmente falando, ela assume uma perspectiva mais abrangente, já que incorpora em seu conceito a proposta de construir sociedades sustentáveis.

Segundo MAIMON (1996) o desenvolvimento dos meios de comunicação contribui, sobremaneira, para acelerar a consciência ambiental. Por outro lado, pensar os meios de comunicação com uma função pedagógica, particularmente com relação ao meio ambiente, tem algumas implicações. Uma delas é estrutural, isto é, as grandes redes estão organizadas como indústrias e como tal buscam sobrevivência mercadológica dentro do sistema capitalista. De certo, ainda que falem de meio ambiente e sustentabilidade, não perdem de vista o modelo que as sustenta, portanto a alternativa não se trata de transformar esse modelo, mas de fazer ajustes. Do mesmo modo, surge nessa direção e ganha corpo o que se chama de ética ambiental, a qual sugere mudanças de comportamento individual e empresarial, ajustando a legislação, consolidando os processos de certificação e, como não poderia deixar de ser, convertendo-se em oportunidade de negócio (MAIMON, 1996). Então, esta “nova consciência”, ao mesmo tempo em que se constitui, para a mídia, numa ferramenta importante de massificação de conceitos como responsabilidade social, na qual se inclui a questão ambiental, limita, por outro lado, a percepção crítica da realidade.

COZZETI, N., Lixo- marca incomoda de modernidade, Revista Ecologia e Desen-volvimento, 96: 2001.

MAIMON, D. Passaporte Verde: Gestão Ambiental e Competitividade. Rio de Janei-ro: Qualitymark,1996.

PEREIRA, N. S. 1991. Terra Planeta Poluído, 1. Sagra, Porto Alegre.

REINFELD, Nyles V. Sistema de reciclagem comunitária. Tradução: José C. B. dos Santos revisão técnica, Rogério R. Ruschet. Makron Books, São Paulo, SP, 1994. 285p.





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