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Sandro Miranda

[ Sandro Miranda ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Sou um daqueles jovens estudantes de Jornalismo meio metidos a besta que acham que podem mudar o mundo com suas ideologias.

 

Blog x Jornalismo: a discussão sem fim

Recentemente, por conta de uma atividade acadêmica da universidade, tive a oportunidade de ler um texto bastante interessante sobre a discussão do blog como ferramenta jornalística. Em Take a Walk on the Wild Side: os Blogs como Outro do Jornalismo, Afonso de Albuquerque aborda uma discussão que já não é de hoje, mas que parece longe do fim.

O autor começa a expor a rivalidade Blog X Jornalismo tradicional ao relembrar umase da agência Talent, para O Estado de São Paulo, no ano de 2007. Na ocasião a peça publicitária chamou bastante a atenção. O argumento dela era que existem duas internetes. Uma útil, crível, inteligente,prestadora de serviço, informativa e confiável. E outra que é como uma rua escura e sem policiamento – vai quem quer, sob seu próprio risco. 

O comercial de 30 segundos mostrava um macaco, chamado Bruno, diante do computador, em um laboratório. Diante da cena, dois cientistas comentam: Impressionante! O Bruno, além de acessar a internet, já está até copiando textos e multiplicando pela rede!

A reação dos blogueiros contra a campanha do Estadão foi quase imediata. Considerando-se vítimas de preconceito, chegaram a propor um boicote ao jornal.

Todos sabemos que o jornalismo não é uma profissão liberal. Os profissionais que seguem esta carreira precisam se adaptar à filosofia da empresa para a qual trabalham. Ideologias e opiniões pessoais são muitas vezes deixadas de lado. As técnicas textuais primam pela simplicidade – definir quem fez o que, quando, onde, como e por que no primeiro parágrafo, como manda a cartilha do lide. Costuma produzir matérias sobre temas que não são da sua especialidade. E por fim, têm a função social de instrumento de democratização.

Invenção anglo-americana da segunda metade do século XIX, a Penny press focava nas tragédias e acontecimentos cotidianos das cidades ao invés de discutir questões da política e da moral, e é recorrentemente criticada como sensacionalista. O termo imprensa marrom tem ligação com essa prática. Acreditem, qualquer semelhança com tabloides britânicos e jornais de 50 centavos não é mera coincidência. Muito menos com os blogs.

A tecnologia da imprensa permitiu ao jornalismo tradicional promover uma relativa democratização da vida pública. É democrática porque extende os debates e discussões a toda a sociedade. É relativa porque coloca-se de maneira essencialmente assimétrica com os seus leitores, ou seja, é uma via de mão única. Possibilita ao usuário ter acesso a uma enorme variedade de fontes de informação, a um custo muito reduzido. Permite que ele tenha autonomia na busca por informações.E transforma o usuário comum em produtor do próprio material – textos, áudio, vídeo – para um vasto público. Assim, cada mensagem postada pelo jornalista pode, agora, ser contestada pelos seus leitores. E os próprios leitores podem debater entre si.

No jargão jornalístico, os Faits divers constituem os assuntos que não se enquadram em nenhuma das editorias tradicionais dos veículos. São os fatos atípicos, curiosos, banais. O autor discute a importância cada vez maior que a sociedade dá aos Faits divers, e como não só os blogs, mas também os jornais, exploram estas situações.A questão é: até que ponto esta característica desqualifica o jornalismo? E outra: como a não-obrigatoriedade do diploma pode influenciar no conteúdo de uma notícia?

Em um contexto no qual a tecnologia permite a todos produzir e veicular conteúdos para o público em geral, de maneira individual ou colaborativa, e em certos casos, com uma influência significativa, o autor finaliza destacando a incapacidade e a impropriedade de os cidadãos fazerem isso. Assim, fica a dúvida...

SERÁ QUE NO FUNDO SOMOS TODOS MACACOS???





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