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Paulo Hijo

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Uma boa literatura pode resultar muito benefícios; e a leitura, que é um processo de divertimento, proporciona tanto o repouso, a suspensão da fadiga, assim como a catarse e a educação.

 

Okinawa - parte II

KINAWA

MENSORÊ - Seja bem-vindo.

Diferentemente de muitos povos, os japoneses não sabem com precisão de qual raça descendem, portanto é um tanto obscura a história do povoamento do arquipélago nipônico. Mas há indícios de que os primeiros habitantes teriam surgido da região oriental da Sibéria durante o período neolítico, em torno de 3.000 a.C., e do sudeste asiático. Talvez os ainus, colonizadores caucasianos, também tenham chegado às ilhas naquele mesmo período. Nesse sentido, a raça japonesa, então, é uma mistura de três raças: mongol (amarelo), povo do norte(branco) e polinésio(moreno). Ao contrário do que muitos pensam, os japoneses não vêm unicamente da China, e nem a sua língua tem origem no chinês. Foi da fusão da linguagem dos montes Urais, na Rússia, e da dos montes Altais, na Ásia Central, que se deu a formação da língua japonesa. Portanto, a origem do japonês é uralo-altaica.

É sabido que o arquipélago nipônico já era habitado, bem antes dos japoneses, pelos homens das cavernas que viveram há 32.000 anos. Na província de Minatoga foi encontrado o esqueleto mais antigo de um homem sapiens, isto é, de um homem moderno, com 18.000 anos de idade. O fóssil recebeu o nome de "minatogajin", o homem de Minatoga. No entanto, as pesquisas apontam que o japonês atual se originou da miscigenação de mongóis, chineses, coreanos e de habitantes do sudeste asiático, que entraram no território japonês pelo sul, com os ainus, estes de origem caucasiana, que habitam as ilhas há mais de 5.000 anos. Há, ainda, em torno de 15.000 ainus vivendo em Hokaido, no extremo norte do Japão, com seus costumes e falando uma língua própria.

Como os invasores entraram pelo sul, conclui-se que o povo de Ryukyu também sofreu a mesma miscigenação. Depois foram invadindo as ilhas do norte, empurrando os nativos ainus para lugares menos férteis. Daí, a origem do povo okinawano e a do resto das ilhas japonesas serem a mesma e uma só. Há inclusive uma lenda que sugere que o primeiro imperador do Japão, chamado Jinmu, teria nascido numa localidade chamada Eheya, em Okinawa.

O imperador japonês é chamado de "Tenno", que significa "Soberano Divino". Os japoneses consideram a família imperial descendente direto da Deusa do sol, Amaterasu, filha do Deus Xinto. Conta a lenda que Amaterasu teria enviado seu neto Ninigi para governar a fértil planície de junco, que seria o Japão. Chegou munido de três insígnias reais sagradas: o espelho, símbolo do sol, a espada sagrada, que fora retirada de uma serpente de oito cabeças e uma jóia. Em seguida Jinmu fundou e subiu ao trono, como primeiro imperador da dinastia japonesa atual, em 660 a.C., unificando o país sob a hegemonia de Yamato. A jóia, que teria sido confeccionada pela própria deusa Amaterasu, se encontra guardada no Palácio Imperial. A espada encontra-se em um templo budista. O espelho está guardado no templo-sede do xintoísmo em Ise. Como, então, o imperador japonês descende direto da deusa Amaterasu, não tem sobrenome.

Como o povo japonês se originou da miscegenação do povo primitivo das ilhas com outros que adentraram a ilha de Eheya, e sendo o imperador Jinmu descendente do povo daquela ilha, conta a lenda que o primeiro Imperador do Japão poderia ter sido de Okinawa. Tenha Jinmu nascido em Okinawa ou não, a língua falada em Ryukyu era a mesma do resto do Japão, a língua de Yamato. Mas quando, entre 1187 e 1879, tornou-se um reino independente e, também estar distante de outras ilhas do Japão, Ryukyu ficou isolado, acabando por ter uma língua própria. Dizem que os okinawanos falam uma língua próxima do antigo japonês, a língua de "Yamato".

O isolamento pelo qual Okinawa passou fez com que a região se tornasse culturalmente rica, isto é, fez com que o reino, além da própria língua, desenvolvesse suas próprias tradições e costumes. Fatos facilmente notados nas músicas, danças, na tecelagem, na cerâmica e no caratê. O fato da ilha de Okinawa ter ficado isolada do Japão permitiu a ela entrar em contato com vários outros povos como da China, Coréia, Tailândia, Java e Sumatra, o que contribuiu para que o povo okinawano construísse a sua própria cultura.

Os okinawanos, por terem assimilado bem tanto as culturas vindas do norte como do sul, e como talentosos artistas, criaram suas próprias artes. Okinawa é considerado o país da dança, da poesia e das canções, pois "não há outro lugar no mundo onde existam tantas canções folclóricas como Okinawa", escreveu Shosei Miyagui. Como já mencionei anteriormente, há um tipo de música executada no shamisen de um modo muito rápido, geralmente para fechar uma festa, quando todos dançam. As músicas rápidas exigem habilidade e agilidade do tocador de shamisen, e aquele que vê os seus dedos, enquanto executam a música, dificilmente acompanha os movimentos com os olhos. O final de festa é o momento democrático, pois ao som da música rápida,  cada um dança a seu modo.





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