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Luiz Phelipe

[ Luiz Phelipe ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Um colunista com uma percepção singular sobre os embates da atualidade

 

Entre a ode do complacente e o oportunismo do ardiloso

"Quando o coração humano se parte e desespera, do crepúsculo do passado os grandes conquistadores da agonia e preocupação, da desgraça e miséria, da escravidão espiritual e compulsão física, o desprezam e estendem suas mãos eternas para os mortais desesperados.”

Eu escreveria 100 textos para definir esse parágrafo. Eu parafrasearia outros 50 trechos semelhantes com a mesma comoção. Atento-lhes, que o homem que proferiu essas palavras elevou sua nação de país pobre e corrupto à superpotência mundial. Das cinzas, à glória. Evidentemente, seria um herói. Um salvador em um momento de crise.A voz, quando o silêncio os fazia desacreditar. Acreditar na minúcia do texto e da proposta. Acreditar na amplitude da mudança, na esperança depositada em uma nova ideologia e, depois de esgotadas todas as possibilidades, na chance de ascensão. Essa voz conquistou milhares de pessoas e executou seis milhões de outras em campos de concentração. 

Hitler inovou o discurso político. Não blasfemou qualquer proposta de efeito dentro, exatamente, do que sua sociedade almejava (digo, não só isso). Vendeu uma idéia muito além da realidade com que dispunham e os alemães compraram, sem questionar. 

O que contamina o discurso é a ausência de questionamento. Tantas vezes por uma questão de ética diante de tão boa impressão, outras vezes, como no III Reich, por não existirem palavras para que se possa traçar um confronto a altura. A relação íntima do público com o bom orador está no fato de ele elaborar suas falas com base nas convicções dos que o assiste e não das suas (ou esteja com eles integralmente, ou os surpreenda com o que nunca esperam. A primeira opção é mais segura). São as exposições retóricas de ideias bem esplanadas, outrora eivadas pela máquina da demagogia. Os grandes nomes nesse quesito sobressaíram pela identidade construída – diante daqueles que os aplaudiu –, através de respeito (tantas vezes não correspondido), fé, esperança... As pessoas se identificam com os termos e com as aspirações. Com o tom de voz, com a aparente autoconfiança...  Atualmente contamos com um marketing do discurso tão moderno, que todo o falatório soa como algo perto de uma mensagem subliminar. 

Alemanha não estava preparada para Hitler! Mas nós estamos para os Estados Unidos? Não comparo governos, não comparo épocas, apenas sugiro a lembrança das repercussões e as condições de cada representante em fazer o seu oportunista papel em discursar. Os efeitos do discurso são infindos, ainda que seu propósito seja ínfimo e superficial. Sugere a ideia de marcas temporais como em “houve um tempo em que...” e características singulares de cada voz, como a incisiva utilização de formas de tratamento que podem variar de “companheiros” a “führer”. 

Sei que é preciso dicção, expressão corporal, às vezes um vocabulário específico, mas nada como “fazer a tarefa de casa”. Isso deixamos para os publicitários, que sempre existiram, mas pouco vieram à tona. Consiste em, estudar os anseios da “platéia” e despejar alguma verborragia em torno disso por quanto tempo puder encenar, ou acrescentar e persuadir.  

Entendo o que seria a “exposição didática de um assunto” como a jogada da boa impressão. Como se as palavras suficientemente suprissem os atos e apagassem as omissões. Não compro mais discursos, Obama. Terá chances melhores que essa de se escorar no Brasil. Para Bush faltou apenas dissipar-se do Texano “matuto”. Até Lula conseguiu.


“É mais difícil abalar a fé do que o conhecimento, o amor sujeita-se menos às mudanças do que o respeito, o ódio é mais duradouro do que a aversão, e a fé é absolutamente determinada a crer que dois erros justificam um acerto, e ela não deixará os fatos ou a razão bloquearem seu caminho”.
                      Adolf Hitler.
 





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