Crescimento desenfreado dos centros urbanos, emissão de gases poluentes pelos carros e fábricas, despejo de esgoto e lixo em rios, lagos e mares, desmatamento de áreas florestais para pasto ou plantações, caça de animais para retirada de pele... São muitos os impactos que a população humana já causou a natureza. Todo esse processo foi acentuado na era das Revoluções Industriais e não parou até hoje.
De acordo com a International Union for Conservation of Nature (IUCN) ou União Internacional pela Conservação da Natureza, existem 55.906 espécies de animais, plantas, fungos e protistas ameaçados de extinção. Desses, 42.992 são do reino animal e 1.705 são árvores.
As florestas ocupam 30% da área do planeta e abrigam 80% da biodiversidade terrestre. Interações entre plantas e animais e o habitat são importantes para a vida humana: polinização, proveniência de água, fontes para remédios e outros itens provém desse ambiente. Mas, mesmo assim, a devastação que atinge florestas é alta. As dez mais devastadas do mundo já tiveram pelo menos 90% de sua cobertura original destruída e abrigam pelo menos 1.500 espécies de plantas que só existem naquela área.
A superfície do planeta é composta majoritariamente por água (75%). O problema é que a maior parte dela é salgada (97,62%) e, logo, imprópria para consumo humano. A água doce se concentra no lençol freático, nos lagos, nos rios, nas calotas polares e geleiras e em vapor na atmosfera. E nem tudo do que resta é potável. A água que podemos beber tem um ciclo natural para se manter e se renovar, mas, ainda assim, tem reservas limitadas. Há previsão de colapso dessas reservas em vários países. A quantidade de água no planeta permanece constante, mas a quantia de água potável tem sido reduzida por causa da poluição de suas fontes naturais.
Para pensar
Agora pare um pouco e pense: Você não jogaria lixo no chão da sua sala, jogaria? Você despejaria esgoto na água com que vai tomar banho, cozinhar e se hidratar? Destruiria o jardim do quintal da sua casa que cultivou com tanto trabalho? Você retiraria a pele do seu gato ou cachorro para fazer um casaco? Você pegaria toda a água que tem e jogaria pelo ralo? É improvável. Se você não faria isso no lugar onde você mora, porque fazer isso no planeta Terra que é o grande lar de todos nós?
A complexidade da natureza possibilita todo tipo de vida. Ao destruir a natureza estaremos, mais cedo ou mais tarde, destruindo a nós mesmos. Assim como fazemos faxina, organizamos e zelamos de nossa casa ou apartamento, cada indivíduo é responsável por fazer do mundo um lugar preservado, limpo e habitável.
Março é um mês de muitas datas comemorativas e algumas, em especial, devem ser lembradas pela relação com a preservação do meio ambiente. 1 é o Dia do Turismo Ecológico, 9 é o Dia da Árvore, 14 é o Dia dos Animais, 21 é o Dia Mundial das Florestas, e 22 é o Dia Mundial da Água. E, além disso, 2011 é o Ano Internacional das Florestas. O progresso urbano, industrial e tecnológico pode sim caminhar junto com a preservação do meio ambiente. Dificilmente, o egoísmo de alguém o faria desejar que seus netos, bisnetos ou tataranetos não conheçam animais, plantas e florestas que serão extintos, ou que eles não tenham acesso a água limpa para beber... Por isso, todos devem colaborar. O poder de salvar o planeta está, sim, nas mãos de cada pessoa. É importante tornar a preservação do meio ambiente um hábito saudável e constante.
Para acessar Com o intuito de expandir as reflexões e discussões em torno da preservação da água, a Agência Nacional de Águas (ANA) lançou a quinta edição do hotsite Águas de Março:
http://aguasdemarco.ana.gov.br/2011.
O tema deste ano é desafio da gestão da água para as cidades.
Para assistir
O filme Uma verdade inconveniente produzido por Al Gore, ex-vice presidente dos Estados Unidos da America, é de 2006 e ajudou a colocar o problema do aquecimento global na mídia. Essa produção garantiu ao produtor Oscar de Melhor Documentário e prêmio de Nobel da Paz, em conjunto com cientistas do Intergovernmental Panel on Climate Change ou Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
Para ler
O livro 50 lugares inesquecíveis de ecoturismo, de Paulo Basso Junior, foi lançado em 2010 e traz uma coleção de fotos e textos sobre diversos lugares do mundo ideais para curtir a natureza. Está a venda em várias livrarias do país.
O turismo ecológico ou ecoturismo é focado na apreciação de ecossistemas em estado original (fauna, flora e população nativa intactos). É uma alternativa de lazer que pode despertar a conscientização da população sobre a importância de preservar o meio ambiente.