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Nylton Batista

[ Nylton Batista ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Redator de jornal há cerca de vinte anos. Também escreve contos, alguns dos quais publicados em antologias.

 

Viúvas, alvo da Previdência

Quem se ocupa de colecionar recortes com notícias sobre a Previdência Social corre o risco de se tornar detentor de enorme acervo, revoltante e cruel, retrato da incompetência e omissão dos que mandam, de um lado; e da impotência e submissão compulsória dos trabalhadores mais a ética e lealdade de parte do empresariado, todos contribuintes que acatam as leis, do outro. Ao longo dos anos, sucessão de equívocos de gestão e escândalos ligados à corrupção, na esteira de prejuízos aos trabalhadores, contribuintes, aposentados e pensionistas fizeram da Previdência verdadeira patifaria oficial. É como imenso queijo à vista dos seus destinatários (aposentados e pensionistas), mantidos à parte bem amarrados, enquanto ratos o assaltam! 

Ratinhos e ratões, entre estes o próprio governo, nos três níveis, ao lado de grandes empresas (incluindo-se estatais), corruptos, corruptores, desde o de colarinho branco até o “Zé dos anzóis” e “Maria das couves”, que fazem ou aceitam mutreta em benefício próprio, sob a forma de aposentadoria e, ou, pensão indevida. E acabara de dar início a este texto, aludindo ao grande volume de matérias, nunca positivas, sobre a Previdência Social, quando me chega o jornal com a capa a estampar a chamada “Marajás têm aposentadoria de até trinta e três mil e duzentos reais”. Trata-se de, pelo menos, nove pessoas que ganham bem acima do permitido por lei: sete anistiados e um ex-combatente auferem o valor já mencionado, equivalente a nove vezes o teto da Previdência (R$3.689,66), e à viúva de ex-combatente da Marinha é paga pensão pouco menos que vinte e sete mil e duzentos reais. Na verdade, a Previdência paga, não por ser boazinha, mas forçada pela Justiça, mediante recursos interpostos com base em leis e seus penduricalhos imorais criados por legisladores, idem.

Na contramão desse escandaloso privilégio, não poucos trabalhadores portadores de doenças graves, muitas vezes adquiridas por força do trabalho, não conseguem se aposentar. E há os que, além disso, perdem o emprego porque, afastados do trabalho pelo departamento médico da empresa, são liberados pela perícia médica da Previdência.

Quanto às perdas dos trabalhadores ao se aposentar, por força do chamado fator previdenciário, e dos aposentados a despencar pela escala de valores até cair no piso salarial nem se fala, pois é chover no molhado, assunto requentado demais. Aposentados que continuam ou que voltam ao trabalho, poucos porque ainda gozam de força e muitos por imperiosa necessidade, recolhem à Previdência como quaisquer outros, mas não têm nenhum retorno pela contribuição e ainda sofrem redução no valor relativo de sua aposentadoria até cair no piso salarial. E a patifaria não para! Pelo contrário, estudam-se outros golpes contra os que deveriam ser seus amparados. 

A próxima investida, já em estudos e denunciada pela imprensa, é contra as viúvas mais jovens. Alegando que o período médio de pagamento de pensões a viúvas saltou de dezessete para trinta e cinco anos, querem a quebra da pensão vitalícia, limitando-a no tempo e no valor; isso devido a casamentos entre mulheres jovens e homens acima de cinquenta e cinco anos, feitos com interesse no recebimento do “benefício”, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Economia Aplicada-IPEA. Ainda que tenham razão – duvida-se - quanto a uniões por interesse, tais medidas ensejariam injustiças, lançando legião de viúvas na rua da amargura, sabendo-se que cinquenta e sete por cento delas são dependentes exclusivas da pensão previdenciária. A outra face da injustiça seria minoria, protegida politicamente ou por meio de “maracutaia”, conseguir furar o cerco. Pessoas bem situadas economicamente entre beneficiários do Bolsa Família são a prova de que isso é possível e, fatalmente, acontecerá. E também não é justo deixar de pagar ou impor limites à pensão de viúvas jovens, cujos maridos ou companheiros contribuíram para a Previdência, e continuar pagando a pessoas que nunca contribuíram; não que essas últimas não mereçam o amparo, mas que o recurso para o benefício – aqui é sem aspas mesmo - venha de outra fonte governamental. 

Que jovens candidatas à viuvez se cuidem e redobrem seus cuidados com o marido, companheiro ou parceiro, em risco de “bater com o rabo na cerca”. Se até aqui havia quem alimentasse, em segredo, a vontade de dar “ajudazinha” ao desencarne, é melhor rever o programado. É hora de puxar, segurar e... não de empurrar!





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