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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

Revistas velhas em recepções

Quem ainda não chegou numa recepção qualquer e encontrou um amontoado de revistas? Revistas velhas, maltratadas por manuseios sem cuidados. Em muitas faltam folhas, em muitas têm partes de folhas arrancadas. São revistas velhas, algumas com mais de três anos. Há até revistas com muito mais de três anos.

Outro dia, na recepção de um consultório dentário estava uma verdadeira relíquia. Relíquia não pela a idade da revista. A manchete principal falava sobre a morte de Tancredo Neves e a dúvida de quem assumiria seu lugar. Tancredo Neves é ex-presidente de fato ou de direito?

A revista, motivo deste comentário é mais recente. Mais recente sim, embora considerada velha. Não tão velha, pois, a mesma foi editada em Julho de 2010.

A crônica é de Ruth de Aquino. "Dar palmada é crime". Está lá na revista.

Salão de beleza. Sábado cheio, até parece dia de casamento. Homens e mulheres disputam a vez. Unhas por fazer, cabelos por cortar, cabelos por pintar, massagem, depilação.

As revistas expostas, umas sem capa, outras com capas rabiscadas, sem pedaços, com pedaços de telefones e celulares.

Ruth de Aquino fala sobre a “ignorância” de certos pais em educar filhos com palmadas. Ela enaltece a lei que torna a educação milenar como crime. Deveras, é crime quando um adulto, seja ele pai ou estranho, bate em alguém, seja adulto, criança ou adolescente com selvageria. Estes brutamontes têm que ser penalizado pela lei, mas, pode ser considerada como infração ou delinquência a palmada dada por um pai na ânsia de educar e exigir do seu filho?

No tempo em que existia solas e palmatórias os adultos eram mais responsáveis e educados, pois, em criança a temeridade de uma surra servia para lhe mostrar o caminho da correção. Não se via, quando a palmada era permitida, tantos filhos assassinando pais de olho em heranças.

Estupros, sequestros, assaltos, sempre houveram, mas, não eram com a insensibilidade de agora. Homens abastados se tornam criminosos – assassinos e assaltantes – por falta de limites, por falta de uma boa palmada. Adolescentes estão aí se prostituindo nas avenidas – não ver que não quer ver – em troca de roupas de grifes e aparelhos celulares de ultima geração e quando chegam em casa não precisam dar satisfações e nem explicações e se os pais desconfiam, alguns têm certeza, podem tornar-se criminosos se num lampejo de amor, carinho e cuidado aplicar uma palmada educativa em seu filho. Este mesmo filho, que lá adiante, drogado e anestesiado pelo poder retornará à casa dos pais e os assassinarão para ficar com algumas cédulas guardadas na gaveta.

Surgirão os demagogos falando em desvios. Influencias. Más companhias. No tempo da palmada, da sola de couro e da palmatória, o adolescente fugia das más companhias com medo – medo sim. Medo mesmo – da surra e dos castigos. Joelho sobre grãos de milho. Ficar de rosto colado na parede. Escrever cem vezes “não farei mais isto” e levar à escola para a professora dar um visto, como ciência de que o pupilo foi “educado”.

No tempo da palmada a educação começava em casa, hoje, a escola tem a obrigação de educar o individuo. Mesmo não tendo tempo, a escola ganhou o atributo de educar o individuo, mas, o que se ver na escola moderna é a preocupação em preparar o aluno para a prestação do vestibular, assim sendo, como ministrar civilidade a quem em casa tem todos os direitos imagináveis e inimagináveis? Como incutir limites em quem está acostumado a gritar com os pais e ameaça-los caso eles não satisfaçam suas vontades?

No tempo da palmada a voz do pai era a ultima palavra e muitos filhos hoje, com seus pais velhinhos, que foram criados com palmadas, beliscões, castigos, solas e palmatórias, não têm coragem para por seus “algozes” em asilos e sanatórios. Ficam com eles até o fim, e com muito amor e carinho. Com respeito e devoção.

Será que esses filhos que a lei protege contra o “espancamento paterno” também protegerão seus velhinhos das portas e portões dos frios hotéis geriátricos?

Qualquer pessoa de bom senso sempre será contra os espancamentos, e não somente entre as paredes de lares, mas, em cada esquina, em cada penitenciária, em cada residência mal estruturada, nas rinhas de galo, nas academias de pugilistas, nas lutas entre pugilistas televisadas para todos os cantos do mundo. A violência é um cancro que deve ser extirpado sim, da sociedade. A violência precisa ser banida e para diminuir a violência a palmada precisa voltar, os pais precisam voltar a serem pais, com direitos de educar sem a ingerência do Estado. O Estado precisa criar leis sim, para extirpar do seu seio a violência causada pelas falcatruas oficializadas.

Em muitos consultórios, em muitas recepções, revistas velhas servem de passatempo, enquanto esperam atendimento. Em muitas destas revistas noticias velhas se tonam atuais.





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