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Isis Nogueira

[ Isis Nogueira ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Estudante de Jornalismo. Convicta de que não pode faltar a um jornalista um inglês fluente e um conhecimento firme do Direito.

 

Muçulmana responde à questões polêmicas

Muçulmana

Seu nome brasileiro é Jorlane Cássia, mas no islam é Asiya. Por que a mudança?

Porque é bom (ainda que não seja obrigatório)  quando nos convertemos escolher um nome muçulmano. Primeiro porque os nomes islâmicos estão relacionados com a devoção a Allah, Deus, e em segundo lugar porque a língua na qual o Livro Sagrado, o Alcorão, foi revelado é a língua árabe.

O meu nome Asiya significa: um pilar ou fundamento forte, mas também era como se chamava uma das mulheres de mais importância no islam que foi a esposa de um faraó que ajudou aos muçulmanos quando foram perseguidos por este, e isso levou a execução dela.

O que te levou a se converter e virar muçulmana?

Eu sempre acreditei em Deus e busquei a religião que mais respondia as minhas inquietações. Nunca acreditei na idéia de precisar de um intermediário para levar minhas orações a Deus, sejam estes os santos da igreja católica, ou até mesmo Cristo quem é de fundamental importância dentro do islam porque foi um profeta, mensageiro de Deus, que mostrou muita compaixão pelos outros homens e realizou milagres importantes, mas no islam não é filho de Deus nem é divino porque para nós muçulmanos “não existe divindade real a não ser Allah”. 

É difícil andar de véu em um país quente como o Brasil?

Essa pergunta é engraçada porque é o que as pessoas sempre me perguntam na rua. No início é mais difícil depois como nós seres humanos somos animais de hábito nos acostumamos e o mais importante é que quando a mulher usa o véu além de está cumprindo com uma recomendação do Alcorão que é a palavra de Deus; além de fazer a vontade de Allah, ela está menos exposta e corre menos perigo, principalmente aqui onde as mulheres na rua são pouco respeitadas pelos homens que dizem grosserias ou abordam-nas de maneira deselegante.

Como a mulher é tratada no islam?

Ao contrário do que a mídia quer mostrar, a mulher no islam é muito respeitada, principalmente pelo marido porque quando não é assim, ela dentro da religião islâmica tem o direito de divorciar-se; ainda que o divórcio não seja aconselhável, no islam, é possível se a pessoa tiver motivos para isso. Além disso, as mulheres estudam e trabalham; não estão dentro de casa dançando para os seus maridos como a novela global “O clone” que estão reprisando agora mostra. 

As mulheres muçulmanas estudam, trabalham, participam da política? Podem por exemplo seguir profissões onde o público maior é masculino como por exemplo a Engenharia?

Como disse anteriormente sim; só não é recomendável a mulher muçulmana ser presidenta do país, ela também não pode dirigir a oração dentro da mesquita ainda que existam mulheres que estudam para ser Sheik que é a pessoa de maior sabedoria sobre a religião dentro da comunidade islâmica. 

Como muçulmana, você poderia se candidatar a um cargo político?

Sim, porém existe a restrição ao cargo de presidente da república.

A legislação brasileira não permite casamento duplo, como o islam lhe dá com essa realidade?

Nem nos países originariamente muçulmanos se realiza com freqüência esse tipo de casamento porque é custoso já que o homem, chefe da família no islam, tem que ser justo e manter as duas famílias dando tudo a ambas de maneira igualitária. Além disso, o homem necessita de um motivo para ter outra esposa e se a primeira não aceitar, o casamento não deve acontecer.   Aqui no Brasil, a comunidade islâmica respeita a legislação vigente no país.

Você aceitaria uma segunda esposa ou até mesmo ser uma segunda esposa? Por que?

Não.  É importante aqui ressaltar que antes do islam, na época pré-islâmica, o homem se casava mais de uma vez porque naquela época as mulheres se encontravam em outro contexto sócio-cultural; chegando ao maltrato pelos próprios pais, pois era custoso ter filhas (as mulheres não trabalhavam), alguns pais até as enterravam vivas quando nasciam. Com as revelações do Alcorão, as mulheres passaram a serem respeitadas e os homens se casavam mais de uma vez, para poder dar dignidade a um número maior delas.  Hoje, isso não acontece porque nós temos a nossa independência econômica; na maioria dos matrimônios é assim, portanto, em minha opinião não há necessidade para essa prática; inclusive a primeira esposa pode pedir que no contrato de casamento exista uma cláusula explicitando que ela não aceita.

Como todo muçulmano, respeito o livro sagrado, mas, como mulher, tenho o direito de não aceitar o casamento duplo já que é possível mas não é obrigatório.

Quando uma mulher trai o marido leva chibatadas como se divulga na novela O Clone? Qual é a punição para a traição?

Primeiramente não há só um tipo de punição. Vai depender do julgamento; para provar a traição são necessárias quatro testemunhas que digam a mesma coisa. Se ficar declarado que houve a traição, nesse caso, haverá punição tenha sido ela cometida pelo homem ou pela mulher. 

Na sua opinião, qual a diferença do islã para outras religiões?

É a confiabilidade do islã, já que o Alcorão nunca sofreu nenhuma alteração; tal como foi revelado ao profeta Muhammad (Maomé), ele chegou até nós. Quero deixar claro que o Alcorão manda respeitar todas as religiões monoteístas, o judaísmo e o cristianismo.





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