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Camus dos Santos

[ Camus dos Santos ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Experiências de 25 anos em atividades administrativas, sociais e culturais.

 

Cronistas do Brasil: Carlinhos Oliveira

“ Ele foi andando sem assoviar, pois já não era menino. As janelas amanheciam para o trabalho, a escola, o futuro. Ele, porém, anoitecia. Foi andando e dizendo: ‘Amanhã, vida nova. Praia, ginástica, almoço na hora certa. Isto não é vida. Amanhã, vida nova. ‘E de repente, como um personagem de William Faulkner, refletiu que já estava no amanhã! E a vida nova?(...) Ele sorriu para a claridade caramelada, como fizera tantas vezes, durante tantos anos, e disse: ‘ não adianta. Não é possível. Eu gosto da noite barulhenta, escura, lenta! E de certo modo ficou contente com a falta de sentido das coisas.” José Carlos Oliveira

 Nasceu em Vitória-Es no ano de 1934, o pai suicidou-se, a mãe, uma relação conflituosa, cicatrizes em sua existência. Talento prodigioso, decidido e obstinado na vocação de escritor, inteligente e polêmico. Chega ao Rio de Janeiro em 1952, aos 17 anos de idade, com muitos sonhos , anos de dificuldades financeiras, de descobertas pelos bares e boates, aventuras amorosas, boemia intensa, à catarse fenomenológica, contida nas narrativas de suas crônicas, durante o período de 1961-1984, no Jornal do Brasil, no qual fora seu principal cronista. Reconhecido como o cronista da condição humana, pelas suas análises psicológicas e existenciais nos anos 60-70, período em que representou no cenário do Rio de Janeiro, o eixo- Ipanema-Leblon, seu microcosmo como dizia, as observações da noite carioca, essência de sua filosofia na trajetória de escritor nas páginas do JB e seus romances. O livro O órfão da Tempestade do jornalista e escritor Jason Tércio, relata a vida e obra deste grande nome de nossas letras , a obra expõe de forma transparente à vida de Carlinhos como poucos, um artista que abdicou do sonho de estabilidade financeira, matrimonial, para o objetivo de escrever seu nome nas páginas de nossa literatura, com o talento indiscutível e inquestionável.

Jason Tércio não é seu biógrafo somente, mas o organizador da obra, na qual publicara, uma seqüência de livros de crônicas: Flanando em Paris, um livro de crônicas de suas viagens à Europa, em especial Paris sua preferida, o cenário dos anos 60-80. Paris efervescente, uma visão existencialista, no seu momento histórico. Homem na Varanda do Antonio’s, livro que reúne uma série de crônicas, Carlinhos Oliveira, tivera uma mesa exclusiva no Bar do Antonio’s, ali fizera de sua redação, escrevia suas crônicas e romances, sob o olhar de seu caleidoscópio. Diário Selvagem, livro diário, um relato de suas reminiscências, páginas de puro lirismo, paixão pelo ofício de escrever, sua doença pancreatite crônica calcificada, relatada dia-a-dia , ciente dos poucos anos de vida, mas de uma obstinação ao seu projeto de escritor reconhecido nas suas obras ficcionais. Obras do autor: ROMANCES: O Pavão Desiludido (Bloch Editores, 1972) Terror e êxtase (Codecri, 1978) Um novo animal na floresta (Codecri, 1981) Domingo 22 (Ática, 1984) CRÔNICAS: Os olhos dourados do ódio (José Álvaro, 1962) A revolução das bonecas (Sabiá, 1967) O Saltimbanco azul (L&PM, 1979) A Citação entre aspas de autoria do Carlinhos, define sua existência, sua essência, sua vocação para à vida e as palavras, é tudo!





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