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Albino Sobrinho

[ Albino Sobrinho ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Instrutor de Meteorologia Geral e Operacional, de inglês técnico e de Tráfego Aéreo Internacional (TAI). Diretor pedagógico da EESD na Base Aérea e do Insight English Center.

 

Os que vão morrer te saúdam!...

Os que vão morrer te saúdam! Nem são brados de gladiadores e nem isso acontece numa arena fenomenal dos torneios medievais da antiga Roma! Se bem que a plebe de hoje em dia não é tão diferente assim da que euforicamente aplaudia a desgraça alheia daquela época. Sempre disposta a se iludir com desculpas esfarrapadas e contribuir, talvez inconscientemente, com a manutenção do status quo da politicalha, ela garante pelo sufrágio universal a falta de vergonha nua e crua da solércia nacional. O propósito das pelejas medievais se materializa tacitamente na demência lúgubre da mente incauta que se sacia do engodo evidente da ignorância política, perpetuando-se na conveniência da inconseqüente conivência de tantos “brasileirinhos”.

Perdoai-os Deus, pois  não sabem o mal que eles mesmos lhes causam! Os culpados são na realidade os educados mal educados que conspiram contra a verdade redentora da consciência do cidadão! Mas os coitados deseducados, vitimas da hipocrisia de um sistema educacional demagogo, são os ébrios capengas, inocentes úteis da malvada enganação, que nutrem essa patifaria desenfreada com olhos atônicos de vacilantes patéticos que acreditam nessa ilu$ao.

As belas mentiras, que embriagam a mente de tanta gente boa, ordeira, trabalhadora e pacífica, se arraigam profundamente no solo fértil de um país de Educação mascarada, germinando os seus fundamentos dissimulados, como naquela política romana, e fazendo com que muita gente não se dê conta dessa teoria da enganação. Na verdade, ela é a própria prática satânica, simbolicamente falando, incutida no cerne do pensamento nacional, cujos intentos políticos de perversidades sutis, são introjetados e massificados pela mídia tendenciosa e por uma Educação marginalizadora que só catalisam esse estado de coisa na cabeça de tanta gente.

E assim caminha a nossa nação pueril ao rufar do tambor da corrupção e da maldade maquiavelicamente calculada para se contentar com as migalhas do pão mesquinho que lhe são dadas e se conformar com o espetáculo sanguinolento dos imolados inocentes nas vielas dessa vida sem vida.

Os que vão morrer te saúdam! Nem são eles os robustos gladiadores e nem têm eles os gládios para se defenderem da ameaça da morte iminente diante de uma multidão entorpecida pelo delírio da maligna diversão! São os pobres desvalidos e combalidos velhinhos relegados à sorte sovina. A arena não é uma imensa área circular ou ovalizada, mas sim um alongado corredor da agonia, sentado ou despojado numa maca ao chão, onde amarga o desprezo e a preterição de terapia mais onerosa por estar já no outono da vida. Quando muito, um retângulo pequeno, apinhado de macas e de gente estressada, ou insatisfeita, onde há contrariedade freqüente e muitas vezes o descaso de quem lá vai à lida. Para eles restam-lhes o consolo de uma sinfonia macabra do choro e de ranger de dentes de padecentes enfermos, ou moribundos, esquecidos pela saúde pública!

Os que vão morrer te saúdam! Quem impera e tem relativo poder sobre a morte, por vezes, sabe que é capaz de amenizar a dor sofrida em vida daquele sem mais ninguém ou apenas com um Zé-ninguém por companhia! Mas nada faz porque aquela vida não mais vale à pena! Ai daquele que estiver à margem dessa estrada carmática, na encruzilhada da encarnação desconsolada, à espera do condutor insensível que o levará de uma estação certa para um destino ainda desconhecido. Quem impera sobre o destino dessa pobre vida sofrida nem ostenta coroa de louro na cabeça, nem com o polegar para baixo indica o sacrifício de um indivíduo, nem tampouco veste púrpura sobre os ombros. Quem impera nessa fase final de vida sofrida deveria ter um estetoscópio nos ombros, vestir o branco do espírito, respeitar as cãs da experiência e dar a mão do amor incondicional ao fragilizado dessa estrada da vida.

Infelizmente, isso acontece sempre tão pertinho de nós! Basta visitar alguns hospitais públicos e buscar enxergar com os olhos da solidariedade humana, da piedade cristã, da exatidão moral e, sobretudo, da veneração para com os cidadãos velhinhos que em tempos idos contribuíram, de alguma forma, para o crescimento de nossa nação.

Fico triste em ver esse filme trágico na política atual e também na  cidade que tanto amo! Pois bem... Vi no Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim, Rio Grande do Norte, um pôster lindo de uma campanha do governo que assim dizia: “ RESPEITAR OS IDOSOS É TRATAR O PRÓPRIO FUTURO COM RESPEITO! ”  Quanta ironia!... Doutor, enfermeiro, seja lá o que você for, no trato com a saúde alheia, cuidado! Poderás ver na lápide do teu jazigo etéreo, na lente do presságio de tua omissão espiritual para com o teu semelhante, um veredito no teu epitáfio sacramentado:  Hodie mihi, cras tibi!

Quem novo não morre da velhice não escapa! Então salve os velhinhos! Aos idosos com CARINHO!





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