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Alexandre Andrade

[ Alexandre Andrade ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Estudante de Comunicação Social na UnB. É roteirista de uma empresa Jr de audio visual da faculdade.

 

A diferença entre romance, conto, crônica e novela – Explicação traduzida

Confesso que aprender a diferença entre romances, contos, crônicas e novelas não é uma tarefa tão fácil quanto parece. Quando eu era menor, não tinha a menor ideia de como diferenciar esses gêneros e, ao recorrer à gramática, ficava mais confuso ainda. Tentarei nesse texto mostrar em que esses tipos de textos se diferenciam e como pode ser simples classificá-los uma vez que você entende a essência de cada um.

Vamos começar pelo mais elementar: o conto. Os contos são geralmente curtos, simples e os personagens são explorados de maneira muito superficial. Vejo os contos como aqueles jogos de tabuleiros em que cada jogador escolhe um peão e jogam dados para ver quem chega à última casinha antes. Assim como a trama dos contos é clara e direta, ao se bater o olho em um desses tabuleiros, você nota qual é o objetivo do jogo e pode deduzir suas regras. Assim como as personagens dos contos são planas, os pinos desses jogos se diferenciam apenas pela cor.

As novelas por sua vez são textos mais elaborados que os contos, possuem um teor dramático mais rico e personagens mais bem construídos. Seja pelo evidente antagonismo entre “mocinhos” e “vilões” seja porque os protagonistas se destacam demasiadamente dos demais personagens, gosto de comparar esse gênero textual ao jogo de damas. Quando jogamos damas, percebemos claramente que há um objetivo maior (comer todas as peças rivais) e um objetivo individual de cada pecinha (virar dama). O mesmo se aplica a novelas, nesse tipo de texto, os personagens têm objetivos claros e os protagonistas se destacam como as damas se destacam entre as demais pecinhas.

Os romances, por sua complexidade, riqueza dramática e diversidade de personagens, comparo ao xadrez. Assim como no romance cada personagem tem suas particularidades, no xadrez cada tipo de peça se move de maneira diferente das demais. Da mesma maneira que nos romances pode haver reviravoltas e surpresas, o xadrez é um jogo que dá muito espaço para que o lado mais fraco vire o jogo com uma estratégia bem bolada. Outro importante fator que aproxima o jogo milenar e o gênero textual é a complexidade que cerca ambos e as infinitas possibilidades com que a história/jogo pode se desenvolver e se desencadear.

As crônicas, por sua vez, são textos cotidianos e reflexivos. Creio que o jogo que mais se aproxime das crônicas seja o “resta um”. Sim, refiro-me àqueles jogos nos quais várias pecinhas juntas formam uma cruz e o objetivo é pular uma por uma até que sobre apenas um componente. Esse jogo é um passa-tempo solitário e cuja grande maioria dos praticantes aproveita o tempo para pensar em outras coisas do seu mundinho particular. Do mesmo modo, as crônicas são textos avulsos que levam muito pouco tempo para serem lidos.  É fundamental destacar também que, assim como as crônicas são textos cotidianos que falam dos mais diversos temas para os mais diversos públicos, os jogos de “resta um” aparecem em lugares muito variados e se apresentam em formatos distintos, podem ser desde bloquinhos de madeira a bolinhas de gude. 

Outra característica importante de ressaltar é que muitas pessoas diferenciam conto, crônica, novelas e romances apenas pelo tamanho de cada um desses gêneros. Esse tipo de análise pode funcionar na maioria das vezes, mas nem por isso deixa de ser uma análise equivocada e superficial. É importante que se preste atenção em como cada texto foi construído antes de classificá-lo. Você pode estar colocando os rótulos certos, mas estará errado do ponto de vista literário e não terá entendido a diferença essencial entre cada tipo textual.





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