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Ana Paula Lisboa

[ Ana Paula Lisboa ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Estuda Comunicação Social, adora escrever e acredita na comunicação como formuladora de conceitos.

 

Megarampa atrai skatistas de todo o mundo

 Uma rampa da altura de um prédio de nove andares e com cem metros de comprimento foi palco de manobras radicais de atletas de todo o mundo. É a única desse tamanho no hemisfério sul e foi cenário da terceira edição da Megarampa, o maior campeonato de skate do Brasil, que aconteceu no Sambódromo do Parque Anhembi, em São Paulo. Os treinos começaram na quarta-feira (29/06) e duraram três dias. No sábado e no domingo (2 e 3/07), competições de skateboard e BMX (bicicross) captaram os olhares do público.

As duas primeiras edições tiveram como campeão, o carioca Bob Burnquist, de 34 anos. Em 2011, pela terceira vez consecutiva, Burnquist levou o troféu de skate para casa. Em segundo lugar ficou o norte-americano Mitchie Brusco, de apenas 14 anos. A terceira posição ficou para Adam Taylor, 21 anos, outro estadunidense. A novidade desse ano foi a inclusão da modalidade BMX, que usa bicicletas especiais para manobras. Nesse estilo, as duas primeiras colocações ficaram para os australianos Steve McCann e Vince Byron; o terceiro colocado foi o americano Anthony Napolitan.

Skate no Brasil

O Brasil é o segundo maior mercado do mundo no esporte, chega a movimentar cerca de 300 milhões de reais por ano. Fica atrás apenas dos Estados Unidos. São Paulo se destaca como pólo dos skatistas e possui mais de cem pistas públicas. Uma pesquisa da Datafolha, de 2009, revelou que quase quatro milhões de pessoas andam de skate no Brasil. Mais de um milhão apenas no estado de São Paulo. Não foi a toa que mais de 17 mil pessoas lotaram a Megarampa. Conheça agora alguns dos skatistas da cidade de São Paulo.

Anônimos do skate

Jonatas Jonatas Silva trabalha com tecnologia da informação, é fã de Nirvana e Pearl Jam, nas horas livres gosta de assistir peças de teatro e andar de skate. “Pratico há cinco anos. Pra mim, skate é muito mais que um esporte, muito mais que um meio de transporte, é uma forma de expressão, um estilo de vida.”

Alexandre Miranda é adepto das rampas há 33 anos. Mais conhecido como Poisé, viveu uma década em Los Angeles, nos Estados Unidos. Em 2007, voltou ao Brasil e criou a grife de roupas Sumemo destinada a skatistas. “O nome vem de ‘isso mesmo’. É uma linha para quem tem atitude, é inspirada no rock, no hip hop, nos movimentos urbanos”. Poisé é autor da coluna Boa Noite, na revista Tribo Skate em que aborda “baladas com mulheres bonitas e maloqueiros”. “Comecei a andar de skate com meu irmão na década de 80 e não parei mais. É uma das coisas que mais gosto de fazer,” conta.

O microempresário Webber Richard tem uma empresa de acabamento em gesso e pratica o esporte desde os 15 anos. “Eu pratico long que é uma modalidade mais perigosa”. O skate long é mais comprido e, por isso, ganha mais velocidade que os demais. “Prefiro o long do que o street por causa da adrenalina. É mais perigoso, mas vale a pena. Eu arrisco, mas não teria coragem de descer de uma altura dessas”, explicou Webber apontando para a Megarampa. “Não frequento nem teatro nem museu, mas curto música hardcore. Uma banda que escuto muito é Judge”.

O auxiliar de inspeção Kaique Lopes passou metade da vida andando de skate. “Andar de skate é a melhor coisa do mundo, é a sensação de ter liberdade, de poder fazer o que quiser. Desestressa e esvazia a minha mente”. Ele já quebrou o pé e teve alguns ferimentos por causa do hobby e indica o Museu do Ipiranga e o bairro Carandiru, na Zona Norte, como os melhores lugares para andar de skate em São Paulo. “Gosto muito de ir ao teatro e curto muito rock e metal. Minha banda preferida é a norte-americana Avenged Sevenfold”, comenta.

Acostumada a andar no meio dos homens, Glaciele da Silva anda de skate há uma década. “Não trabalho, nem estudo, meu lance é andar de skate todo dia. Eu comecei pequena porque meu irmão me ensinou. É muito bom para aliviar a cabeça, esquecer os problemas e desafiar a mim mesma”. Glaciele dá a dica: “quem quer andar de skate em São Paulo tem que ir na Praça Mamonas Assassinas no Parque Cecap, em Guarulhos”.

Diego Carotta mora em Jundiaí - SP, cursa administração e também anda de skate há dez anos. “É a melhor sensação, encontro o lugar mais calmo do mundo no skate, mesmo com o perigo e a adrenalina”. Diego já quebrou o braço e se cortou várias vezes, mas se não fosse o medo poderia ter sido muito pior: “tenho medo e isso é importante para dar limite, porque daí a gente só arrisca o tanto que aguenta”. Na música, Diego escuta de tudo “menos funk, pagode e sertanejo”.





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