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Jorge Azevedo

[ Jorge Azevedo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Paisagista, Decorador, Professor e Poeta

 

Reféns dos flanelinhas

Alguma coisa precisa ser feita com extraordinária urgencia, ou então, devem os senhores guardadores dos costumes e leais à justiça, abandonarem de vez a fleuma de poderosos e deixar aos cuidados da marginalidade, a administração do certo e do errado.

Estamos vivendo à mercê dos trombadinhas e flanelinhas, agora organizados em associações, em sindicatos sem registros nos cartórios de registros. Uma nova sociedade se forma diante dos olhos da lei e da justiça. Uma sociedade sem saciedade. Faminta e ameaçadora.

Em cada esquina os tentáculos da lei imposta pelos sem lei é abrangente. Pare seu carro em qualquer ponto da cidade e logo se verá cercado por donos do pedaço. Os meios fios estão locados aos senhores flanelinhas, que, autorizados pela falta de justiça e ética, empunham armas letais através da severidade dos seus olhares e passam a cobrar pelo aluguel do pedaço que já pagamos, via tantos impostos e taxas, valores que eles - senhores de todas as forças - estipulam numa legalidade de fazer inveja aos mais destacados tesoureiros de empresas constituídas.

Acontece assim, exatamente assim. Nas ruas da cidade, às vistas da polícia, que deveria coibir o proíbido pela lei, a Zona Azul sofre aumento instântaneo de 100% e quem há de reclamar? E reclamar a quem? Simplesmente pagamos, mesmo estando estampado no papel oficial o valor extra-oficial. Deixa de ser oficial o que o sistema determina e passa a ser oficial o que a marginalidade estipula. E se não pagamos o que eles determinam civilizadamente, encontramos nossos carros riscados, vidros quebrados, faróis arrancados e se chega ao cumulo de tirarem os pneus. Recorrer a quem? À policia constituída paras salvaguardar direitos de cidadãos que batalham para adquirir legalmente seus bens, muitas vezes tendo que renunciar a prazeres para honrar compromissos de pagamentos?

Reclamar a quem? Pedir socorro a quem, se na esquina onde perpetuam a força dos flanelinhas, policiais fardados se deliciam com celulares, cigarros e gargalhadas? Pedir socorro a quem? Se os próprios fiscais municipais das grandes cidades se fazem de cegos e surdos para os pedidos de socorro de pobres honestos? Como reclamar e cobrar justiça de quem autoriza as cobranças dos tantos pedágios, ferindo conceitos de uma Constituição jamais respeitada?

Estamos reféns dos flanelinhas e isto não está ocorrendo somente nas grandes cidades, nas capitais. Isto está ocorrendo em cada canto, em cidades sem asfalto nas ruas principais. Em ruas com esgoto correndo pelos cantos das paredes. Isto está ocorrendo em cidades onde, a qualquer hora mulheres semi despidas e travestis desfilam diante de uma platéia sem coragem para protestar e uma policia inoperante, incapaz de fazer jus ao que deveria ser justo. Isto está ocorrendo no pátio da escola, na calçada do Batalhão de Policia, nas calçadas em frente às delegacias.

A policia está com medo de reprimir os bandidos ou os bandidos organizados já não temem a garra da justiça? Até quando ficaremos à mercê dos flanelinhas? Tendo nossos carros depedrados caso nos recusemos a pagar pelo espaço que nos pertence por direito? Isto sem falar na possibilidade de uma turba chegar e espancar selvagemente o tolo reclamador dos seus direitos... Direitos? Quais direitos temos para reclamar, se são eles, os flanelinhas hoje, os proprietários constituídos, de cada esquina, cada pedaço de meio fio, cada praça, cada naco de asfalto ou rua de terra batida?

Precisamos formar uma sociedade forte para combater a sociedade dos sem lei, porém, como formar uma sociedade forte para combater a sociedade dos sem lei se vivemos sob o jugo de uma sociedade sem respeito aos principios mais elementares e básicos da lei? 

Vivemos reféns dos flanelinhas e durante muito tempo ainda, seremos reféns dos flanelinhas.





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