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Ana Paula Lisboa

[ Ana Paula Lisboa ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Estuda Comunicação Social, adora escrever e acredita na comunicação como formuladora de conceitos.

 

Chegou o fim das locadoras de filmes?

O mercado das locadoras de filmes está ameaçado. A pirataria e os downloads na internet são as principais causas. Esses estabelecimentos têm fechado as portas em todo o Brasil. Segundo a União Brasileira de Vídeo (UBV), entre 2003 e 2005 havia quase 14 mil locadoras no Brasil. Em 2009, havia no máximo seis mil lojas. Apenas no DF, três em cada quatro vídeo locadoras faliu na última década.

Locadoras no DF

A Cult Video existe desde 1995 e é uma das locadoras mais conhecidas em Brasília, já chegou a contar com cinco unidades, mas hoje possui três (duas na Asa Sul e uma na Asa Norte). “O mercado das locadoras se reduziu para 15% nos últimos cinco anos, mas quem sobreviveu ainda consegue lucrar. Existem muitas opções na internet e na pirataria, mas temos um público fiel que nos mantém”, comentou Alexandre Costa, um dos proprietários.

Para se manter, a Cult investiu na opção de locar filmes pela internet, oferece filmes raros, apóia eventos e ministra cursos sobre cinema. As aulas acontecem na filial da SQS 215 e são destinadas a leigos que se interessam pela área. Apesar das alternativas, Alexandre não descarta o fim das locadoras: “um dia as locadoras, nesse modelo que conhecemos hoje, vão acabar por causa dos avanços tecnológicos”.

Neuza Rodrigues, gerente da Caminho do Vídeo, em Taguatinga, há oito anos, tem a mesma opinião:  “dou uma sobrevida de dez anos para as locadoras, elas sobrevivem agora por força de vontade porque não são mais rentáveis de fato. A nuvem negra da pirataria prejudica muito. Um filme original, que sai a 120 reais, é vendido por dois reais. Tem lançamento que chega mais cedo no mercado irregular do que nas locadoras”.

“A nossa sorte é que temos uma clientela que se mantém fiel, que gosta de vir à locadora e ouvir nossa opinião na hora de escolher filme. Esse é o lado mais gostoso desse trabalho”, explicou Neuza, que já assistiu todo o acervo da locadora (4500 filmes, além dos eróticos) para orientar os clientes. A gerente analisa que muitos filmes são procurados para trabalhos acadêmicos e reconhece a indicação dos professores como um fator positivo. Neuza trabalhou em várias outras locadoras, permanecendo no ramo por mais de 30 anos. Ela explica que “nessa área é preciso ser um divulgador e ter noção dos riscos do mercado”.

Fabrício Oliveira é atendente da Point Vídeo, na Asa Norte. Ele conta que “a pirataria prejudica muito as locadoras. As pessoas optam por ela porque é mais barata e prática”. Ele visualiza soluções: “as locadoras devem combater a pirataria e baratear os custos, já que comprar um DVD ilegal sai mais barato que alugar um autêntico”.

O funcionário acredita que as locadoras não vão acabar, mas vão ter que acompanhar o mercado e as tecnologias para crescer. Fabrício já trabalhou numa rede de cinemas e explica que “diferente das locadoras, os cinemas não são afetados por esses problemas. O cinema continua em alta, as pessoas vão pelo diferencial de uma tela grande, uma imagem melhor e dos grandes lançamentos”.

As locadoras devem investir em acervos diferenciados e cativar os clientes para sobreviver

As soluções de um profissional

Ciro Inácio Marcondes, 29 anos, é mestre em Literatura pela UnB e professor universitário do curso de Cinema e Mídias Digitais do Iesb. Ciro explica que os filmes piratas são mais baratos e os downloads são ainda mais práticos e “ao contrário do que se alardeia nas propagandas, a maioria das cópias por download e boa parte dos filmes pirateados têm boa qualidade”.

Oferecer um catálogo grande e diferenciado (com lançamentos, filmes raros e antigos, não lançados no Brasil, de países pouco expressivos no cinema, temporadas de séries completas, edições de colecionador, videogames) é importante. Mas, além disso, as locadoras “precisam desdobrar seus negócios e proporcionar ofertas para se manterem competitivas. A tendência é que o download domine praticamente a totalidade da população consumidora. O mercado da distribuição de filmes é o mais afetado na era digital”.

O professor universitário comenta que quem depende de uma tecnologia precisa estar preparado para se adaptar a qualquer momento. “As fábrica de vinil se transformaram em fábricas de CDs, agora sofrem uma crise pela queda nas vendas e terão de se adaptar novamente. A locadora pode ter uma sobrevida sim, investindo em tecnologias ainda não tão facilmente pirateáveis, como o blu-ray, e criando facilidades para o consumidor, como não cobrar multas de 100% do preço por atrasos.”

Para Ciro Marcondes, as locadoras devem propor estratégias para “fazer o consumidor pensar que alugar é ainda mais prático do que baixar na internet ou comprar pirata”. Ciro orienta que o conhecimento das locadoras pode ser aproveitado para diversificar o negócio: “investir nas relações humanas, contratar profissionais qualificados para orientar o consumidor, oferecer consultoria de filmes, serviços personalizados e online, investir na cinefilia, apostar em cultura e entretenimento para o cliente”.

O mestre em literatura faz uma previsão: “cedo ou tarde, a imensa maioria dessas lojas vai fechar e as de estratégia mais inteligente sobreviverão mantendo a marca e diversificando os serviços. No futuro a locadora poderá deixar de ser um distribuidor para se tornar exibidor. Por que não?”. Para Ciro, fundir o negócio com outros mercados vale à pena, é uma tendência constante do capitalismo: “a locadora precisar vender também o que o cliente vai comer, beber, e criar ambientes atrativos”.

O perfil do comprador de pirataria

Os motivos alegados no combate à pirataria são a concorrência desleal, aumento do desemprego, enfraquecimento do mercado formal, sonegação de impostos e incentivo ao crime organizado. Segundo o Ministério da Justiça, a cada ano, 30 bilhões de reais deixam de ser arrecadados em impostos. Mas se os impostos não fossem tão altos, talvez a procura por alternativas ilegais fosse menor já que 97% dos consumidores do mercado pirata afirmam terem comprado por causa do preço, porém 25% desses compradores ainda não acredita que a pirataria gera desemprego nem prejudica os autores das obras.

A punição

A lei 10.695/03 (nos artigos 184 e 186) do Código Penal estabelece que a reprodução ou distribuição ilegal de músicas, vídeos, livros, obras de arte ou programas de computador, inclusive por meio da internet, com intuito de lucro, prevê pena de dois a quatro anos além de multa. Apesar disso, os números da pirataria superam em muito os números de prisões pela causa.

Segundo a Associação Antipirataria de Cinema e Música (APCM), em 2008, foram feitas quase quatro mil operações, que levaram a cerca de 200 prisões. A maioria das penas foi suspensa durante o cumprimento. Em 2009, 45 milhões de CDs e DVDs piratas foram apreendidos no Brasil, 11% a mais que em 2008. No mesmo ano, foram retirados do ar mais de 1,2 milhões de sites que desrespeitam a propriedade intelectual.





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