Gostaria que nossos leitores me perdoassem se, por algum momento, utilizei mal nossa gramática tão respeitada pelo mundo acadêmico ou como muitos gostariam. Posso dizer que às vezes, por mais que gostaríamos, as palavras soam naturalmente em busca de expressar sua própria vontade. Nos confins de nossa mente ou inconsciente "moral" nos remete, em forma de inquilino, a mais requintada premissa de nossa vontade ou imaginário inquietante. Suspiramos em busca de absorvermos nossas vontades e desejos. Às vezes encontramos pelo caminho uma intrigada fantasia nos moldes das festas romanas em um passado não muito distante, se considerarmos a cronologia histórica e suas relações temporais.
Os bacanais palacianos, regado de muita bebida e frutas, carnes etc, nos dão uma pequena idéia dos acontecimentos esporádicos em tempos imperais romanos e porque não brasileiro em época de Dom Pedro I. Ele sim gostava desse legado romano.
As mulheres brasileiras, bonitas de corpo, parte glútea imponente são banalizadas fora de nosso país como produto de desejo e prostituição. Nossas crianças e adolescentes, “protegidos” pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) estão na mesma mira.
A lei ora citada, proposta pelo governo central e avalizada pelo congresso nacional, a mais de vinte anos está se adaptando em meio tais atrocidades, que são, no mínimo, criminosas. A bundalização é nossa maior propaganda.
O futebol deixou de ser o melhor, temido em outrora. O carnaval, regado pelas mais variadas formas “gluteanas” nos rende milhões de dólares anuais, sendo patrocinado pelos estados da federação como a menina dos olhos da rentabilidade.
Nossa sociedade parece não perceber o perigo que nos ronda, concentrada apenas na correria da dia-a-dia imposta pelo desejo de ter, consumir fruto da indústria cultural poderosíssima. Sem querer generalizar, os canais de televisão estão cheios de programas desprezíveis, apresentadores sem nenhum compromisso com os bons costumes e, produtores mal intencionados em busca de aumentar sua audiência de qualquer maneira. Parece que a sociedade brasileira gosta desse tipo de programas.
A maior prova é os altos índices de audiência alcançados. Diante dessa realidade parece um paradoxo a partir dessas afirmações. Não, definitivamente tal realidade tem um nome, ele se chama Banalização.