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Luisa Lessa

[ Luisa Lessa ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Uma estudiosa da vida, amante da ciência e dos bons textos.

 

A minissérie amazônia: um pedaço de cada um de nós

A belíssima minissérie “Amazônia, de Galvez a Chico Mendes” aguça a memória, o nacionalismo e, em especial, o ufanismo de ser acreano. É a história regional contada à feição de telenovela, trazendo cenas de intenso realismo, um pedaço da vida de tanta gente que viveu e vive, ainda, nos seringais amazônicos. É um tempo lúdico que serviu de inspiração para romancistas e poetas e, agora, lança mão, de forma espetacular, a escritora Glória Peres.

Para mostrar a cultura, os conflitos e a vida de riqueza e luxo dos seringalistas, a trama conta a história do coronel Firmino, casado com dona Júlia, pai de Tavinho e Augusto. E, para retratar a saga difícil de um povo batalhador e suas características, a minissérie detalha o dia-a-dia da família de Bastião, sua mulher dona Angelina, e seus filhos, a primogênita Delzuite, Bento e o caçula Tonho que, assim como milhares de famílias, migraram do Nordeste para o Acre na tentativa de ganhar dinheiro através da extração do látex.

Quem leu “Vidas Marcadas” ou “Terra Caída”, de José Potyguara, não se surpreende com a intensidade das cenas. Algumas, cheias de emoção e realismo, tal qual aquela da jovem Idelzuite descendo o rio, numa canoa, chamando pelo conquistador ‘Tavinho”, o filho do patrão que a seduziu. É uma cena tão forte que a gente sente lágrimas nos olhos. Depois, a demonstração dos costumes e crenças de uma gente que se abriga na fé e na esperança, na busca de dias melhores. Para muitos, os melhores nunca chegaram. Desse modo, a minissérie de Glória Peres mostra detalhes da história real do Acre, que, para tanta gente, poderá parecer ficção, pela riqueza das aventuras, romances e emoções. É um tempo onde a história se encontra com a história de vida de cada habitante do Acre.

Também, a intimidade do lugar, a paisagem, a vida dos seringueiros, essa luta de homens e mulheres na floresta, toda a faina da borracha, se lê em Euclides da Cunha. Ele escreveu sobre a Amazônia alguns textos esparsos, onde sobressai o tom de denúncia social das condições de vida dos migrantes nordestinos nos seringais. Agora vem a Glória Peres, mostrando aquilo que escreveram grandes personalidades, em história pujante, inebriante, lúdica.

Nessa minissérie, partindo do binômio natureza e cultura, é possível delinear a forma que toma a vida social na floresta, especificamente a vida no seringal. Vê-se que nessa natureza, ainda incompleta e em expansão, o homem encontrou um poderoso adversário, e o embate com esse ambiente o aproxima do mundo animal, distanciando-o da civilização. Ora é o boto que engravida Delzuite, ou a panema que carece de reza. Tudo povoa um mundo místico onde o ser humano se apega ao “sagrado” para sobreviver às intempéries da mata. Afinal, que sociedade é essa que se propõe a ocupar a Amazônia e fazer o Acre brasileiro? Quem são esses homens e mulheres que trouxeram para nós suas histórias para a construção da nossa?

A primeira resposta a essa inquietação é que esse conjunto humano pode ser representado como um anfiteatro da história, da civilização, da nacionalidade, que se abrigava potencialmente na floresta, subindo e descendo os rios da região acreana. Lugares e recantos povoados de sonhos, esperança, ambição, cobiça. Essas pessoas, tais quais estas da contemporaneidade, procuram o paraíso que se perdeu na vasta solidão da floresta. Nessa paisagem, o homem é um intruso impertinente e a natureza encontra-se em opulenta desordem, e incompleta. Aqui, então, chega o Chico Mendes, defensor da floresta e sua gente. Para ele a Amazônia também é nossa. Devemos defendê-la da cobiça alheia.

Para finalizar, quem não leu José Potyguara, Miguel Ferrante, Euclides da Cunha, agora tem a oportunidade de conhecer um pouco a vida regional, os costumes, a cultura e, o mais fascinante, a luta do Acre para ser brasileiro. Tem-se na família de Bastião, Firmino, Lola, Galvez, Maria Alonso, Plácido de Castro, um pedaço dos sonhos de cada um. Todos, indistintamente, lutam por ideais, cada um do seu jeito. O importante de tudo é que cada um persegue um sonho e por ele luta ardorosamente. E, na vida, dá gosto a gente vê as pessoas lutarem, perseguirem sonhos, em busca da felicidade. 





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