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Luiz Phelipe

[ Luiz Phelipe ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Um colunista com uma percepção singular sobre os embates da atualidade

 

A Sapiência do apedeuta x evolução

  Em inúmeras ocasiões o homem falhou e pagou pelas próprias palavras. Considerando-se subjugado, sempre atuou fazendo jus aos martírios “sofridos”. Diversas vezes provamos a nós mesmos que a nossa “superioridade” intelecto-racional é de fato a nossa ruína, a vergonha camuflada é o paradoxo de uma dádiva que nos faz (moralmente) inferiores. Não porque esse era intuito principal, sim porque para outros fins nos dispusemos.

  Noutras ocasiões há a predisposição de um amparo religioso. O lado bom é que isso realmente interfere na vida das pessoas proporcionando-lhes alguma dignidade, por mais que seja imposta (e relativa). O biólogo Richard Dawkins disse em uma entrevista que uma pessoa que deixa de fazer o “mal” apenas porque crê na eterna continuidade da vida – vida após a morte; concepções de céu e inferno – ou seja, aquele que faz o bem por medo de um “castigo” divino é, no mínimo, antiético. Onde está o caráter moral disso? Existe alguma bondade natural ou tudo é atribuído aos “desejos” de Deus? E esse é o lado bom, no lado ruim estão os que cometem atrocidades, amparados pelo mesmo discurso, mas não nos convém retratar essa questão, por hora não.

   Ainda transtornado com a lembrança da "atuação" trágica de Anders Behring Breivik na Noruega, se julgando um Messias, "limpando" impurezas pouco criteriosas e de maneira completamente insana, faço uma reflexão banal:  A dominação, acima da “vitória” ou da “aceitação”, sempre será pauta nas aspirações dos radicalistas. Seja por uma classe social, seja por uma raça ou por uma religião, o poder é o que conduz e o resto é mera justificativa. Poder islâmico, poder ariano, poder cristão... A linha tênue entre o indivíduo idealista que comete barbaridades sob a égide hipócrita do "cunho político" e o indivíduo que simplesmente assalta, sequestra e extorque em prol de seu enriquecimento, se rompeu. Não mais se diferem. O diploma e a filosofia não concede mérito ao ato e não o torna menos repugnante que qualquer outro homicídio. Um homem chamado Harry Truman, por exemplo, político estadunidense, Juiz em 1922, senador em 1934 e presidente em 1945, foi (entre outras pessoas) responsável por uma das maiores tragédias da história, as bombas atômicas lançadas em Hiroshima e Nagasaki. 

   Behring tem um discurso confuso e atua como quem nega o que prega, contradiz suas próprias ideologias e só a xenofobia é o que se destaca com um pouco mais de clareza. Prega o retrocesso e nisso ele é bom, pois age retrocedendo com qualquer evolução na discussão do conflito entre os povos e territórios. Anders faz parte da raça perfeita o que a nosso ver inclui apenas ele e sua onisciência quanto à miscigenação e multicultura. Se considerando isento de qualquer processo de globalização, o norueguês também imune a influências internacionais e com uma cultura limitada aos ensinamentos de sua criação é, na sua interpretação, reflexo de espécie bem sucedida. Um herói, não?

  Percebemos que não importa o nível de instrução do indivíduo ou as convicções que defende, simplesmente são humanos. O homem é dotado de uma essência ruim (à Hobbes), que vai além do extinto de preservação de vida dos demais animais. Egoístas, dominadores, onipotentes… Somos todos iguais, o que nos difere são as circunstâncias e as armas que temos em mãos. Aliás, o mundo moderno é divido entre os heróis como o Anders Behring e nós, os vilões.





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