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Mario Villas Boas

[ Mario Villas Boas ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Engenheiro Químico e Advogado. Trabalha no centro de pesquisas da Petrobrás

 

Pax Sinica

            No século XVIII, a Inglaterra, que já vivia um período de riqueza e expansão, tornou-se o primeiro país do mundo a entrar na era industrial. Isso, aliado a outros fatores estratégicos, alçou aquele país à condição de país líder da comunidade internacional. A moeda inglesa era padrão monetário em todo o mundo e a dominante no comércio internacional. A política externa inglesa dava o tom de todas as relações internacionais. Este período ficou conhecido com o nome latino de "pax britannica" (paz britânica).

            A segunda guerra mundial teve como uma de suas principais causas justamente o questionamento, principalmente por parte da Alemanha, da hegemonia inglesa nas relações internacionais. Embora a Alemanha não tenha obtido êxito em substituir a Inglaterra na condição de líder da comunidade internacional, como era claramente o objetivo do III Reich, ela obteve sucesso em destroná-la. Em seu lugar, assumiu uma nação emergente que há muito almejava tal posto: os Estados Unidos da América. Teve início, então, o período de "pax americana".

            Quem ocupa uma posição central como essa nunca imagina que esta situação possa mudar. Mas ela muda. Afinal, os atuais ocupantes da posição de liderança lá chegaram exatamente porque a situação mudou. E pode mudar de novo.

            A condição de líder do atual ocupante do posto dá claros sinais de desgaste. Sucessivas crises econômicas abalam a credibilidade do modelo forjado naquele país. A crise na Europa, embora atinja outros países, tem sido atribuída a uma frustrada tentativa de se adotar naquele continente o modelo adotado nos EUA.

            Neste último a crise econômica também não parece dar muitas tréguas. O episódio do aumento do teto de endividamento foi emblemático. Em primeiro lugar, a emergência de se votar um acordo em tempo recorde demonstra a forma desastrada de se administrar o país. Uma administração sensata não deveria conduzir o país a uma emergência como esta. Em segundo lugar, a solução adotada não tem aspecto de definitiva. O aumento do endividamento só pode ter sido provocado por um motivo: despesa maior do que receita. O aumento do teto cria uma sobrevida. Mas se a receita continuar maior do que a despesa, cedo ou tarde o novo teto será atingido. Não é demais alertar que o aumento da dívida aumenta também as despesas com o serviço da nova e aumentada dívida, criando um efeito bola de neve.

            Enquanto as economias ocidentais se atolam em dívidas sem solução definitiva à vista, um novo ator desponta no cenário internacional: a China. Com o terceiro maior território do planeta, atrás apenas da Rússia e do Canadá, e campeã mundial em população, a China não parece ter problemas de caixa. Ao contrário, o tesouro chinês é o maior financiador externo do déficit dos EUA e tem também participação expressiva na dívida dos países europeus. Além dos sinais de saúde financeira, a China impressiona o mundo com sua pujante economia e conquistas tecnológicas. Produtos de tecnologia cada vez mais sofisticadas são fabricados na China e exportados para todos os cantos do mundo. Maravilhas da moderna engenharia também assombram o mundo a partir da China, como o primeiro vôo espacial tripulado lançado a partir de solo chinês, a estrada de ferro para Lhasa, cruzando as montanhas mais altas do mundo e a ponte de Qingdao, mais extensa do mundo, com mais de 36 km de extensão.

            Tantas demonstrações de pujança econômica e tecnológica deste novo ator aliadas à incapacidade dos países ocidentais de lidarem com suas economias com crises após crises sem solução definitiva à vista sugere que o período de pax americana aproxima-se do fim e em breve entraremos no próximo período: o da pax sinica.





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