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Mario Villas Boas

[ Mario Villas Boas ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Engenheiro Químico e Advogado. Trabalha no centro de pesquisas da Petrobrás

 

AAA/AA+

          No final do mês de julho/2011, os EUA viveram momentos de tensão. Sem ter como pagar todos os compromissos a partir do dia 02/08, o governo daquele país via como única saída a contratação de novos empréstimos para saldar os compromissos assumidos. Ocorre que já havia atingido o limite de endividamento a que fora autorizado pelo congresso. Sem uma ampliação do teto de endividamento, a data fatal chegaria e o governo, sem ter como honrar todos os compromissos assumidos, teria que deixar de saldar alguns pagamentos que venceriam naquela data.

            A consequência inevitável da falta do pagamento dos compromissos na data de seus vencimentos seria inexoravelmente o rebaixamento da nota que os EUA tinham nas agências de classificação de risco – nota AAA, a máxima da escala, indicando o mínimo risco possível para investidores interessados em títulos da dívida do país. Mas qual seria a consequência do rebaixamento desta nota? Analistas econômicos e profetas de todo o tipo fizeram as previsões mais apocalípticas possíveis. Bolsas de valores em todo o planeta tiveram fortes quedas que foram motivadas, segundo esses mesmos analistas, pela mera possibilidade de que a nota dos EUA fosse rebaixada.

            Praticamente no último minuto, um acordo político foi costurado o qual permitiu que os EUA aumentassem o teto da dívida e, assim, tivesse meios de honrar todos os pagamentos com vencimento em 02/08/2011. O anunciado calote não aconteceu. Apesar disso, uma das principais agências decidiu rebaixar um ponto na nota, que passou de AAA para AA+. Apesar do calote não ter acontecido, o rebaixamento foi justificado pela forma emergencial como o acordo foi costurado além do nível considerado perigoso de endividamento do governo.

            Três são as grandes agências de classificação de risco. Somente uma delas rebaixou a nota. Ainda assim, houve um rebaixamento na nota e esse rebaixamento teve repercussões políticas. O presidente dos EUA sentiu-se na obrigação de dar explicações a seu povo sobre esse rebaixamento. O assunto foi manchete em vários jornais importantes do planeta. Porém não se teve notícia da ocorrência de eventos apocalípticos em parte alguma do planeta. Esqueletos equestres não saíram ceifando cabeças pelas principais cidades do mundo. A lua não derramou sangue pelos céus. Os oceanos não se incendiaram. Não há notícias sobre uma nova epidemia da peste negra. E o pânico que se abateu sobre as principais bolsas de valores do mundo parece ter-se dissipado pois, depois das fortes quedas que aconteceram próximo da data fatal, quando o calote parecia iminente, as bolsas experimentaram fortes altas, atingindo patamares próximos dos que existiam antes do pânico que provocou as quedas.

            O episódio demonstra que a economia do planeta não está mais tão completamente dependente da economia dos EUA como já esteve e como preconizavam os profetas do apocalipse. Mais uma evidência da proximidade da era da pax sinica.





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