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Elisabeth Camilo

[ Elisabeth Camilo ]   Veja o Perfil Completo deste Colunista
Tradutora, jornalista e mestra em Letras - Linguagem e Memória Cultural.

 

Conflitos em Ouro Preto

 Atualmente, fotografar as Ruas do Centro Histórico é um bom negócio, principalmente para quem já possui as fotos antes da reestruturação das mesmas, o que ocorre hoje.  Entretanto, vale usar a câmera para outros detalhes, como os pedaços de tecido preto, expressando luto, nas varandasantigas e as faixas de protesto contraa obra empreendida pela prefeitura.

  Tenho viajado com frequência a cidades históricas do Brasil e pude verificar algo bastante interessante, o que discuti com alguns moradores de Ouro Preto, cidade de meu coração.  Diamantina, Serro, Olinda, Recife, Belém, São Luís e mesmo centro histórico de São Paulo, todos esses espaços possuem uma característica muito peculiar.   Excetuando-se São Paulo, onde as ruas históricas são estreitas e por onde não há trânsito de automóveis, todas as outras possuem obstáculos que não permitem sequer a proposta de um simples automóvel transitar.   Na maioria das vezes, estátuas como símbolos fálicos ou anjos ou pinhas gigantes se situam nas extremidades das ruas, o que propöe apenas o ir e vir dos pedestres.  É mais ou menos o que ocorre na Rua Randolfo Bretas, conhecida aqui como Rua das Escadinhas, palco de acidentes que destruírem duas vezes o Chafariz do Pilar.  Só que nessa rua há correntes.   Não consegui sentir insatisfação popular em São Luís; - MA pelo fato de não haver estacionamento na maioria dos pontos históricos da cidade e em Diamantina, ônibus, caminhão e camionete não circulam no centro.  Em Belém, ruas estreiras são limpas, lindas e livres de carros .   Talvez, por essa experiência, creio que a população da antiga Vila Rica devia avaliar com menos ira e mais  atenção o trabalho feito no centro, porque a Rua São José, por exemplo, parece uma avenida se comparada com rua de mesmo nome em várias cidades históricas brasileiras.

A falta de cortesia tanto de moradores quanto de moradoras era visível na cidade.  Moradores paravam para conversarem,  para se abraçarem ou para qualquer outra atividade, fazendo que os outros transeuntes tivessem que achar outra forma de continuarseu caminho.   Isso era pior em dias de chuva.  Motoristas estacionavam seus carros em frente a bancos e lojas formando às vezes filas duplas, não permitindo sequer que uma simples ambulância passasse.  Depois das obras, mais espaço para pedestre e menos para carro, via de mão unica e sem chance de estacionamento.  Ouro Preto vai se parecer mais com as outras cidades irmãs.

Falta entretanto campanha de elucidação popular porque a maioria da população ainda não compreendeu o que acontece no centro da cidade.

Turismo ensina muito e quando comparamos sítios históricos compreendemos muito melhor o  planejamento urbano de muitos deles.





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