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O direito de Gadhafi de governar
Ditaduras são sempre cruéis. Qualquer pessoa de bom senso sabe disso, e ninguém em sã consciência apoia regimes de homens sanguinários que se sustentam no poder à custa da miséria de muitos. Porém, um dos fatos mais recentes, a queda do coronel Muamar Gadhafi, agora ex-ditador da Líbia, nos faz rever conceitos. Para nós brasileiros, quando ligamos a TV, ou sintonizamos o rádio, tomamos o conhecimento de que Gadhafi foi, duarante 42 anos, o pior dos sanguinários em seu país, maltratando seu povo, se agarrando a todo custo no poder, sem que a população concordasse. Mas não é bem assim. Essa é a versão que os controladores da mídia nos EUA e Europa querem que o mundo acredite. Muammar Gadhafi, apesar de ter um comportamento grotesco, e mesmo seus gestos de terrorista, era amado pela maioria de seu povo, que nunca sequer cogitou tirá-lo do poder. Sabe por quê? Por ele organizou a situação do país. Deu a Líbia 42 anos de paz em uma região em que a paz é coisa rara. E também prosperidade. A Líbia, sob seu comando, era uma das economias melhor administradas da África. Sua presença pacificadora garantiu a prosperidade fornecida pelo farto petróleo. Mas quem e o que derrubou Gadhafi? Com certeza não foram aqueles rebeldes de tribos minoritárias, que vimos pela TV. Até porque, inicialmente, eram mal armados e mal treinados. Apenas tinham um vago desejo de ver outro regime no governo. Aí surgiu a França, o presidente do EUA, Barack Obama e o apoio da OTAN. Entendeu? Há um conluio muito evidente das superpotências mundiais para mandarem em tudo, inclusive na nossa Amazônia. Mas agora o assunto é Gadhafi, que apesar de sua ruindade, estava lá, cuidando de seu povo. Analisem comigo, se o ex-ditador da Líbia estava errado. Imagine que você está em casa, aí chega seu vizinho e começa a ordenar o que você vai fazer, depois machucam seu filho, sua esposa, e você tem que aceitar numa boa? Pois é isso que o imperialismo desses países propõe; tomar o petróleo que nunca foi deles à força. Em suma, estamos diante de um golpe de Estado patrocinado por potências estrangeiras, usando como desculpa a rebeldia de revolucionários maltrapilhos. O pior é que em pouco tempo a guerra não será só por petróleo, mas por água também. Te cuida Brasil.
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